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A Filha da Escuridão

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1 A Filha da Escuridão em Qua Ago 10, 2011 10:15 am

AlexBarros

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I
Nova Orleans, 1793.

- Pois é xerife, quando chegamos a casa já estava tomada pelo fogo, que rapidamente se alastrou por toda a propriedade, não sobrou nada...

O xerife Joseph, terceiro filho de uma família típica do oeste, anotava tudo o que o bom Jefrey Welson vizinho dos Lambert contava. Ele sabia que aquela postura dos recém chegados iria causar algum problema, afinal uma família libertina como aquela que comia junto com os negros. Ele sabia que só podia dar nisso.

Após anotar tudo, Joseph ordena que seus homens afastem todos do local e resolve ele mesmo ir até a área que até o dia anterior era uma bela mansão. Joseph sentia o chão ainda quente e percorria o entorno da casa principal enquanto pensava que o fogo consumira realmente tudo, as paredes que ainda estavam de pé nada mais eram que uma pilha de carvão.

Analisando o lugar Joseph repara que o incêndio começara do interior da casa, então ele resolve entrar pela porta dos fundos que dava acesso à cozinha, entrada comumente usada pelos escravos e servos da casa.

Joseph já havia estado na casa dos Lambert, foi a quase quatro meses antes do incêndio, ele junto com Michael, o patriarca dos Lambert, voltavam da cidade onde havia acontecido uma reunião geral. O Prefeito Leonard Kingston convocara os cidadãos para pronunciar seu afastamento do cargo devido a problemas de saúde. Após a reunião pública Michael, Joseph e Joshua Bartey, o médico da cidade, foram beber na taverna de Willien Jonhson e no final da noite os três encontraram Elisabeth Carter.

Elisabeth "Elisa" Carter era a filha do meio dos Carter, após a morte do pai, enforcado por seguidos assaltos e assassinatos. Nenhuma pessoa da família era bem vista na cidade, mas Elisa e suas outras duas irmãs, Hanna e Kimberly eram frequentemente vistas próximas ao bosque, onde viviam. Sempre dispostas a entreterem viajantes ou homens solitários.

Elisa conhecia bem os três homens que vinham pela estrada, já havia se deitado com todos eles. Mas nunca com mais de um ao mesmo tempo. Suas irmãs não tinham ainda voltado. Ela pensou em se esconder mas era tarde eles já a avistaram e estavam vindo em sua direção. Pensou em correr mas mesmo embriagados eles eram três e mais fortes que ela, ela não teria chance.

- Elisa, meu anjo... - disse Joshua se aproximando - Não poderia cuidar de um amigo necessitado.

- Ora rapazes, vocês sabem que eu sempre estou disposta a ajudar um amigo... um amigo. - respondeu.

Nesse momento Joseph, a toma nos braços, abraçando-lhe a cintura fina, marcada pelo espartilho, e fala junto a orelha:

- Que isso Lis, nós somos seus amigos... viemos até aqui para vê-la e as suas irmãs. Onde elas estão?

Antes que pudesse responder, Michael, o mais libertino dos três homens, a abraça pelas costas com força empurrando seu sexo contra ela.

- Elisabeth, você irá gostar também... - sussurrou ao ouvido dela enquanto a levantava tirando-a do chão.

Os três homens então levaram a jovem Elisabeth que nada pôde fazer contra os três. Apenas os gritos abafados de Elisa enquanto era sodomizada pelos três foi ouvido naquela noite.


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2 Re: A Filha da Escuridão em Qui Ago 11, 2011 12:35 pm

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II

Os acontecimentos daquela noite voltam a mente do xerife, então uma sensação ruim percorre todo o seu corpo. Joseph olha ao redor sem nada ver, dá um suspiro de alívio e entra de uma vez nos escombros da casa.

O cheiro de carne queimada ainda é forte, alguns corpos retorcidos pela estão pelo chão da cozinha. “Por que não saíram da casa? As portas não estavam trancadas” pensava Joseph.

O piso de madeira rangia a cada passo dado, cada vez mais corpos eram encontrados pela casa. Ele atravessou a antiga cozinha e o corredor de acesso à sala de jantar, o odor ia ficando cada vez mais insuportável. Quando ele olhou ainda pelo arco da passagem para o interior da sala
de jantar, Joseph sentiu seu sangue gelar, era abominável a cena.

Corpos carbonizados sentados à mesa e posta uma massa que a primeira vista não era possível distinguir as formas. Os corpos sentados pareciam com os integrantes da família a exceção de Michael, sob a mesa a massa carbonizada era na verdade dois corpos nus em posição de coito.

Joseph tentou gritar ao identificar a cena. Ele se aproximou da mesa, estranhamente o chão não estava queimado. Ele analisou o piso e reparou que havia algo na parte de baixo da mesa. Com algum esforço para evitar o vômito ele consegui se colocar abaixo da mesa, na parte posterior da mesa havia o cabo de uma faca que fora fincada na mesa. Pela posição acertou o corpo da mulher que estava sobre a mesa. Havia ainda uma crosta de sangue no cabo da faca que se projetava a uma poça no chão.

Com um pano enrolando sua mão o xerife remove a faca e repara que ela possuía uma jóia ou um símbolo que fora arrancado de sua empunhadura. E a lâmina era trabalhada com alguns símbolos que ele nunca antes havia visto.

Quando enfim ele saiu de baixo da mesa. Continuou a caminhar pela casa em busca de mais vestígios sobre o motivo do incêncio. Ao retornar para a cozinha com passos apressados o xerife ouve um ruído vindo da sala de jantar.

“Mas que diabos, está acontecendo!” - pensa

Um cheiro ocre nauseante toma o ambiente. Joseph consegue ouvir algumas vozes ao fundo se distanciando eram os homens que trabalhavam para ele. Parecia que eles iam embora. O ruído agora aumentara pareciam passos, “mas quem seria?” pensava.

Ao se voltar para a direção dos passos, Joseph sente uma lâmina fria perfurar-lhe a barriga rasgando seu estômago. Sem compreender o que acontecia ele olha para frente e vê o que lhe parecia uma mulher.

A carne de seu corpo estava retorcida e enegrecida, um dos seios havia sido arrancado e ferimentos de diversas facadas abertos por todo o corpo nu, ainda secretavam pus. Ela sorri para o homem enquanto sussura, sua voz parece vinda das profundezas...

- “Não se preocupe, você vai gostar...”

Joseph tenta gritar mas o sangue o sufoca impedindo proferir qualquer som.

Do lado de fora junto aos assistentes do xerife, as três irmãs Carter, sorriem enquanto partem com os dois assistentes em direção à floresta.


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3 Re: A Filha da Escuridão em Qua Ago 17, 2011 12:13 pm

AlexBarros

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III

Joseph acordara suado, leva a mão ao abdômen ainda com uma forte impressão do pesadelo.

O chamado do Sr. Welson, avisando que a casa dos Lambert estava em chamas foi idêntico ao que ocorreu no sonho. Aquela sensaçao de “déjá vu” era incômoda, até porque se o sonho se tornasse real esse seria o seu último dia de vida.

Chegando até a mansão dos Lambert, os vestígios do incêndio eram ainda piores do que o sonho, o cheiro da carne queimada podia ser sentido mesmo no distante portão de acesso à propriedade. O xerife desmonta de seu cavalo e se encaminha até uma pequena aglomeração de pessoas que aparentemente lutaram contra o fogo.

“Mas como? É idêntico ao meu sonho desta noite.” - ele pensa enquanto caminha pelo o que foi um dia um belo jardim, se recordando do sonho.

- Xerife. - chama-o um de seus auxiliares quebrando o transe no qual se encontrava. - O Sr. Welson já nos informou que o quando chegou o fogo já era forte ele e os outros vizinhos ainda tentaram conter as chamas mas ventava a noite e não conseguiram. As chamas acabaram por queimar a casa e a sela dos escravos.

O homem faz uma pausa, engole em seco, e continua:

- Senhor, eu gostaria que visse uma coisa. Dentro da casa. Assim que cheguei entrei para procurar alguma pessoa viva.. bem, vou mostrar ao senhor.

Os dois homens então entraram pela porta da frente da casa acessando o que foi um dia a grande sala de estar onde os visitantes eram amistosamente recebidos. Dentro vários corpos queimados formavam uma pilha disforme, sendo impossível distinguir quem eram realmente. O odor era insuportável. Eles seguem em direção a sala de jantar, Joseph temia por essa hora tanto que suas mãos começavam a suar.

Quando passam pela cozinha uma surpresa nenhuma parte dela fora atingida pelo incêndio, mas a família Lambert jazia ao chão todos degolados.

Após se recuperar do choque de ver tamanha brutalidade, Joseph atentamente analisa a posição dos corpos. O corpo de Michael parecia apontar numa direção.

- Então xerife, não falei que era estranho?

- Realmente Willian, realmente. Agora vá lá fora e pegue mais informações com os vizinhos tente descobrir se eles viram alguma briga, algum forasteiro ou algo de estranho acontecendo.

- Sim senhor. - responde já se virando para sair.

- Ah Wil! - o homem olha para trás. - Não se afaste muito.

Quando reparou que estava sozinho na sala de jantar, Joseph verifica a parte de baixo da mesa procurando alguma coisa, mas não encontra nada. Ele então se vira para a direção que era indicada pelo corpo de Michael, ele apontava para uma janela que dava vista para a floresta das irmãs Carter.

- Eu acho que entendi, velho amigo o que tentou me dizer. - diz Joseph olhando para o corpo de Michael Lambert.

Dali então Joseph segue sozinho, a cavalo, para o chalé das irmãs Carter.


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4 Re: A Filha da Escuridão em Qui Ago 18, 2011 12:21 pm

AlexBarros

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IV

Joseph cavalgava rápido certo de que encontraria o culpado pelo incêndio no chalé das irmãs Carter, naquela hora do dia elas não estariam “trabalhando”, deveriam estar se preparando para o trabalho. Então ele poderia encontrá-las com facilidade.

Ao avistar o chalé Joseph, reduz a velocidade na qual cavalgava para apenas um trote suave, não queria assustá-las com uma aproximação abrupta. a cem metros do chalé ele desmonta, prende o cavalo numa árvore próxima e avança a pé até a soleira do chalé.

- Alguém aí? Lis, Hanna e Kimberly onde vocês estão! - grita Joseph.

O ruído característico de uma pistola quando é preparada para o disparo às suas costas, fazem correr o frio na espinha.

- Levante as mãos e fique de joelhos. Não exitarei em apertar o gatilho.

A voz feminina deixou Joseph mais tenso, se realmente foi uma das irmãs Carter a responsável pelo incêndio ele não sairia vivo deste lugar. “Mas em que eu estava pensando?”, pensava.

- Calma... - disse Joseph começando a se virar.

Junto ao movimento, o ruído seco do disparo, que antecipara a sensação de calor e dor no joelho esquerdo, devido à dor Joseph sente a perna dobrar levando-o ao chão.

- Meu joelho! Sua vaca! Você acertou meu joelho! - gritava de dor o xerife.

- Eu avisei xerife. Faça o que estou mandando. O próximo será o final de sua patética e infeliz vida. - disse a mulher com uma voz calma.

Sem alternativas o xerife passou a fazer o que a mulher dizia. Nesse momento uma pancada forte na nuca e tudo apaga.


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5 Re: A Filha da Escuridão em Sex Ago 19, 2011 4:35 pm

AlexBarros

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V

Joseph aos poucos vai recobrando os sentidos, o joelho alvejado dói muito mas ele sente que está enfaixado. Com a visão ainda borrada, ele percebe que está num quarto pequeno e existe outra pessoa ali também.

Ao tentar mexer o corpo ele sente a dor do joelho, mas não estava preso. Então com muita dificuldade ele consegue se levantar. Passa a mão no rosto, a dor do contado da mão no rosto é dilacerante, parecia que tocava direto na carne. Ele com dificuldades vê um espelho rachado pendurado na parede, o ângulo não o permite ver seu reflexo.

Joseph fica de pé e com muito custo se aproxima do espelho. Ao ver seu reflexo Joseph tenta gritar mas seu grito sai abafado. A pele de seu rosto fora arrancada e sua boca costurada. As lágrimas que vertem de seu rosto queimam como ácido correndo na pele ao escorrerem pela carne.

Ele se aproxima do outro corpo, depois de um tempo ele reconhece é Joshua Bartey o outro homem que estava com ele no dia em que estupraram a jovem Elisabete, Joshua estava com a barriga aberta com vários insetos e vermes o devorando. Não tinha ainda o odor de corpo em putrefação, o que demonstrava que ele havia morrido a pouco tempo.

Joseph incentivado pelo medo da morte certa, procura forças para suportar as dores e inicia sua fuga, ele encontra sob um armário pano limpo e uma bacia com água que ele usa umedecer o pano e enfaixar sua cabeça.

Após enrolar o pano úmido na cabeça ele busca uma saída para aquele lugar, “Onde será que eu estou” se perguntava o xerife. Sem muita dificuldade o que ele acabara estranhando ele consegue encontrar a saída daquela casa.

Do lado de fora da casa ele encontra uma cesta de onde podia ouvir um choro de criança. Junto a ela um bilhete:

“Joseph Klark, já fora punido pelos seus pecados, agora deverá cuidar desta criança como se fosse sua. Nós sempre estaremos lhe observando. Siga para o norte. Não volte para a sua casa. Tudo o que precisa está amarrado no seu cavalo. Leve a criança consigo e a crie que não voltaremos.”


Joseph começa a chorar copiosamente como uma criança ao terminar de ler o bilhete, ele toma a cesta e segue na direção do cavalo. Ao contornar a casa ele vê uma cena que jamais sairia de sua lembrança. As irmãs Carter mortas nuas pregadas ao solo com seus ventres abertos.
No chão um pentagrama era desenhado com o sangue das mulheres.

Então ainda com o pavor pela sua vida ele foge na direção do norte.


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6 Re: A Filha da Escuridão em Seg Ago 22, 2011 12:30 pm

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VI

Nova Orleans, 1818.


- Ora, ora Sr. Fisher! É claro que essas terras são produtivas. - disse Eric Keneth tentado fechar a venda da antiga fazenda Lambert ao forasteiro.

- Mas Eric, posso chamá-lo de Eric não é? Dizem que estas terras são amaldiçoadas. e quando se trata de maldições em Nova Orleans devem ser considerados os presságios. - disse Sr. Fisher.

Eric começava a achar que iria perder a venda do ano. Se conseguisse aquela venda ele iria resolver seus problemas com o banco, que estava prestes a contestar a hipoteca o que iria despejar sua esposa e três filhos.

- Claro que pode me chamar de Eric, Sr. Fisher. Bem, realmente há lendas sobre este lugar, mas a muitos anos eu venho até aqui com alguns possíveis compradores e eu nunca vi nem senti nada. Mas se desejar podemos passar essa noite aqui para verificar se as lendas são verdadeiras. O que o senhor acha?

Numa atitude desesperada Eric fizera aquela proposta, até achando que se o homem não quisesse realmente fecha o negócio ele não iria aceitar de uma vez.

- Pensei que nunca fosse me fazer tal proposta Eric. Então ficaremos hoje aqui. irei mandar meu motorista para a cidade para que ele busque algumas coisas no hotel. Se desejar acompanhá-lo para pegar alguma coisa em sua casa ele poderá levá-lo e trazê-lo. Ou então ele pode levar algum recado para a sua família. Não é mesmo Steve? - disse com ar prestativo.

- Claro senhor. - respondeu o motorista.

- Eu não sei...

- Ora meu bom Eric. - disse Fisher abraçando-o pelos ombros e puxando-o para caminhar pela propriedade em direção ao automóvel. - Você sabe tudo o que tem aqui, estará com meu motorista. Eu posso ficar aqui sozinho, ou se preferir fique comigo. Mas nada pode acontecer, e o meu desejo realmente é comprar a fazenda com tudo o que estiver da porteira para dentro. Fique tranquilo as outras fazendas não me são tão interessantes quanto essa.

- Senhor? Estou pronto para partir. - falou o motorista

Antes mesmo que Eric respondesse ele já se via no banco ao lado do motorista no automóvel do Sr. Fisher.

Thomas Fisher acompanhava o veículo sumir na estrada, então ele pega no bolso de seu paletó preto seus óculos e os põe.

- Vejamos, tenho umas duas horas até eles retornarem, acho que será o suficiente. - diz com um leve sorriso no rosto seguindo em direção da porta da frente da casa, enquanto brinca com a chave que havia retirado do bolso de Eric quando o abraçara.


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7 Re: A Filha da Escuridão em Seg Ago 22, 2011 4:10 pm

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VII

- Amanda! Amanda! Onde você está! - grita uma senhora correndo pelo bosque vestida com trajes simples.

Perto dela uma jovem com seus quinze anos escondida ri observando a mãe correndo a sua procura.

- Ah! Achei você! Amanda Carter, saia já daí mocinha! Eu sei que está atrás deste pinheiro!

- Hihihihihihi - ria a jovem saindo de trás da árvore.

- Já não disse que não deve se afastar de nossa casa! As pessoas da vila não nos querem por lá, por isso não vamos dar a chance deles virem até aqui nos procurar e perturbar.

- Desculpe mãe mas eu ouvi o barulho de um automóvel e fui até lá ver. Não é sempre que podemos ver uma coisa dessa por aqui.

Amanda fora encontrada na floresta pelo senhor Frings quando ela ainda era um bebê. Phillip Frings era um médico na vila, mas preferia viver numa casa afastada próxima ao bosque onde as irmãs Carter viviam. Já fazia uma década que ele não as via, e então a jovem Elisabete apareceu com a filha no colo. Elisabete estava muito fraca, muito adoentada, convalescia de tuberculose.

Phillip que sempre ajudara as irmãs Carter, a levou para sua casa e com a ajuda de sua esposa Marta passaram a cuidar de ambas mãe e filha. Até que um dia a noite a jovem Elisabete desapareceu deixando a filha e um bilhete, onde pedia para que os Frings cuidassem de sua filha.

Phillip e Marta que não podiam ter filhos passaram então a cuidar da jovem Amanda como se fosse sua filha, sem esconder nenhuma informação da sua origem, de sua herança. Amanda sempre fora uma menina muito inteligente e aprendia com muita facilidade tudo o que era ensinado para ela.

Rapidamente Amanda aprendeu as tarefas de casa com Marta e demonstrava uma grande curiosidade sobre os procedimentos do trabalho de Phillip. Assim ela já aos doze anos ajudava o pai adotivo nas tarefas mais simples, como limpar ferimentos fazer costuras, no consultório. Amanda também possuía um dom natural de reconhecer plantas medicinais e uma grande afinadade com animais.

- Tudo bem menina vamos para casa. - disse Sra. Frings abraçada a jovem. - Seu pai quando chegar vai estar morto de fome.

As duas seguem para casa sorrindo.


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8 Re: A Filha da Escuridão em Ter Ago 23, 2011 12:29 pm

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VIII

- Chegamos senhor Eric. - fala o motorista parando o automóvel.

Steve desce antes num só pulo e rapidamete já está ao lado de Eric ajudando-o a descer do veículo.

- Steve, em quanto tempo estará devolta? - pergunta o vendedor arrumando o terno.

- Estarei aqui aguardando pelo senhor dentro de uma hora. Mas não precisa correr com seus afazeres. Eu vou comprar alguma comida para ele e buscar a mala do Sr. Fisher, depois irei jantar. Portanto pode fazer tudo com tranqüilidade.

Na mente de Steve ele seguia o plano de seu patrão, ganhar tempo. Era tudo o que ele precisava, se o vendedor estivesse com muita pressa ele poderia forjar uma quebra no veículo. Um homem do interior não deveria conhecer muito destas máquinas e esse seria o plano caso tivesse problemas.

- Então está certo irei fazer minhas coisas, e caso não esteja tudo pronto quando chegar buzine que irei me apressar para terminar o que estiver fazendo.

- Está certo assim senhor Eric.

Com isso os dois homens se despedem com um aperto de mãos.

Enquanto Eric seguia para sua casa, Steve deixava escapar um sorriso no canto da boca.

- Brenda! Brenda! - entrava gritando Eric em casa chamando pela esposa.

- O que foi Eric, por que essa gritaria toda?

- Prepare alguma coisa para eu comer enquanto vou me trocar, acho que vou conseguir vender a fazenda dos Lambert. Mas devo passar a noite lá com o comprador.

- Querido você tem razão que quer fazer isso? Passar a noite naquele lugar? - disse Brenda com a voz preocupada.

- Vamos logo mulher! Se eu vender aquela propriedade estaremos livres de todas as nossas dívidas. Não será uma lenda que os mais velhos contam que vai nos impedir! - respondeu Eric subindo as escadas e tirando a roupa.

Brenda Keneth era um bebê quando o incêndio ocorreu, mas as marcas deixadas em toda a cidade ainda eram sentidas, e como o marido iria passar a noite na fazenda amaldiçoada dos Lambert ela se lembrava das estórias contadas por seu avô sobre o incêndio.

No dia anterior ao incêncio, o noivo se sua tia; Joseph Winchester, o então xerife da cidade, havia marcado a data para o casamento. Porém a última vez que ele foi visto foi pela manhã nos restos do incêncio e depois partiu a cavalo em direção a cidade e nunca mais foi visto por ninguém.

Devido ao desaparecimento do noivo, a tia de Brenda tentou diversas vezes o suicídio, quando por fim conseguiu um mês depois do desaparecimento ela foi encontrada morta enforcada pendurada no quarto.

Nessa época um novo médico chegava na cidade era um alemão chamado Dr. Frings, ele veio para a cidade com a esposa uma descendente de nativos americanos criada no Oeste chamada Marta. Como único médico da cidade ele foi o responsável pela verificação do corpo antes do enterro.

Durante o exame do corpo o médico reparou e contou para os pais da moça que ela já não era mais pura, e portanto esse talvez fosse o motivo da tragédia.

Por um ano o avô de Brenda procurou por indícios do paradeiro de Joseph Winchester mas em vão. Os outros membros da família do antigo xerife um a um foram acometidos de males mentais, fazendo com que alguns se matassem outros ficassem loucos e largassem tudo e partissem da cidade no meio da noite. Todos na cidade condenavam aquele lugar, após o incêndio todas as famílias da cidade passaram a ter uma história ruim para contar.

Eric retornava do quarto já com a maleta com alguns itens de higiene e roupas extras, bem como um revólver, nunca se sabe o que será preciso. Enquanto a mulher preparava algo de comer para levar ele comia o jantar que estava servido e escrevia um bilhete.

- Pronto Eric aqui está. - disse Brenda deixando um embrulo de papel sobre a mesa. - Não vai adiantar eu pedir para que não vá. Então lhe peço, tenha muito cuidado e volte vivo para casa.

- Pode deixar querida, não vai acontecer nada. - Eric respondia escondendo o bilhete com o lenço que usara enquanto comia.

Ele então se levanta, dá um beijo apaixonado na esposa.

No momento marcado o motorista do estranho homem buzinava conforme o combinado e o aguardava por Eric.

Brenda leva o marido até a porta com a sensação de que talvez essa fosse a última vez que estava vendo o marido.

- Fique tranquila, eu vou ficar bem. - disse Eric dando um beijo na testa da esposa - - Fique com Deus meu amor.

Ao ouvir essas palavras Brenda fica mais calma esboça um sorriso, e quando o marido parte com o outro homem no automóvel ela balbucia passando a mão na barriga ainda pequena mas que guardava o primeiro filho do casal.

- Você também Eric. Volte para nós. Nós te amamos.


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9 Re: A Filha da Escuridão em Qua Ago 24, 2011 11:50 am

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IX


Thomas caminhava pela parte externa da casa procurando por algum vestígio da casa original. Thomas fizera a alguns anos um estudo sobre casas com histórias de tragédias inexplicáveis, a Mansão da Fazenda Lambert foi uma das que ele encontrou no seu estudo. Ele já havia tentado em outras quatro propriedades encontrar algum vestígio de ação sobrenatural. Mas apesar da história as tentativas anteriores foram todas fracassadas. Algo dizia para Thomas que dessa vez seria diferente.

Enquanto viajava de Quebec para Nova Orleans Thomas estudou muito sobre a mansão dos Lambert e descobriu que após o incêndio muitas catástrofes e eventos inexplicáveis começaram a ocorrer na cidade Des Allemands. Outra coisa que descobriu foi que após o incêncio a casa original fora demolida e construída a atual pelos antigos proprietários. Estes mesmos após a construção que demorou oito meses só residiram ali por duas semanas, quando puseram a propriedade a venda e se mudaram. Quando chegou a Des Allemands procurou mais informações sobre a propriedade e ficou sabendo que o porão da mansão ainda é o da construção original. E era essa entrada que Thomas procurava.

“Duas horas, é todo o tempo que vou precisar.” - pensava Thomas.

Depois de circundar a casa ele encontrou a entrada para o porão, ela estava como pensara trancada com um cadeado.

“É isso.”

De posse da chave ele tenta destrancar o cadeado em vão. Então ele parte para a entrada e abre a porta principal com a chave.
“Porque eu não fiz isso antes. Perdi um tempo precioso.” - se recriminava.

Buscou pelos móveis da sala de estar e nada, nos da sala de jantar e não encontrou nada também. Já estava a ponto de desistir, quando vasculhando a cozinha tentou no armário da dispensa e encontrou um molho com chaves etiquetadas.

Retirou a chave com a etiqueta do porão e seguir rapidamente de volta para abrir o cadeado.

Assim que Thomas abre a porta um vento com odor nauseante é expelido do porão. Então de posse de um lenço que põe no rosto para protegê-lo do cheiro forte ele entra no porão.


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10 Re: A Filha da Escuridão em Qua Ago 24, 2011 12:19 pm

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Thomas caminhava cautelosamente pelo porão procurando por algum objeto que pudesse ser da construção original que ele pudesse levar consigo. Agora o odor não era tão cáustico quanto no momento que entrara.

Agora após caminhar até o parecia ser o centro do porão ele pode calcular sua exata dimensão. O porão não era muito grande, ele não ocupava toda a extensão da mansão apenas a cozinha e a sala de jantar eram o tamanho.

Suas paredes eram preenchidas por estantes. Numa observação mais superficial parecia que mantimentos pudessem ser estocados naquele local. Possivelmente conclui Thomas deveria existir uma outra entrada para o porão, possivelmente em acesso pela cozinha. Mas com a reconstrução da mansão talvez essa passagem possa ter sido lacrada. Haviam ainda outras cinco estantes no colocadas em fila no centro do porão estas aparentavam ser uma espécie de adega, devido aos encaixes para garrafas.

Procurando pela possível passagem de acesso à parte interna da casa, Thomas encontra um estranho objeto empoeirado numa prateleira, com o lenço com o qual cobrira o rosto ele toma para si o objeto, que parecia uma medalha ou pingente de cordão. Pelo tato ele reparou que esse objeto de forma retangular possuia alguma coisa gravada em alto relevo, mas que por ora não poderia analisar com calma.

Enquanto tateava o objeto Thomas ouve um ruído às suas costas. Ele se vira para ver o que poderia ser mas não vê nada.

“Estou começando a ouvir coisas. Bem acho que isso que encontrei já vai servir. Agora devo colocar tudo devolta no seu devido lugar” - pensava, enquanto colocava o lenço com a medalha no bolso.
Quando começava a subir, Thomas sente uma forte pancada na nuca que o faz perder os sentidos.

O ruído do automóvel se aproximando faz Thomas acordar. E ele se vê sentado num dos bancos da varanda na entrada da casa. Assustado ele põe a mão no bolso em busca da medalha que é tocada com os seus dedos.

“Mas o que será que a...” - seu pensamento é cortado e a mente de Thomas é invadida pela visão de uma jovem loira de cabelos longos e lisos, no alto de sua juventude trajando um vestido branco correndo feliz pela floresta. Então a jovem olha para ele.

O susto pelo olhar da jovem desperta Thomas. Que não consegue por mais que tente lembrar do rosto da jovem mas um nome vem a sua mente.

“Carter.”

- Carter... - ele repete para si mesmo sem reparar que os outros dois homens já estavam ao seu lado.

- Do que me chamou Sr. Fisher? - perguntava Eric ao se proximar.

- Er.. Não nada, apenas... então Eric está pronto para nossa noite? - tentava desconversar.

- Sr. Fisher, aqui está sua mala. - Interrompe providencialmente Steve quando reparou que o vendedor iria insistir no assunto.


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11 Re: A Filha da Escuridão em Qui Ago 25, 2011 3:53 pm

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XI


Phillip Frings voltava para casa caminhando tranquilamente pela estreita estrada de terra batida quando aquele automóvel passou ao seu lado jogando terra para todo lado deixando como rastro uma nuvem de poeira. Mais um pouco ele teria sido atropelado.

Após remover um pouco da poeira do corpo, Phillip entrou em casa.

- Queridas! Estou em casa! - falou da porta. Como nenhuma das duas mulheres da casa, sua esposa e filha, responderam. Phillip seguiu para a cozinha com o intuito de ver o que estava acontecendo.

- Ora o que está acontecendo. Onde as duas se meteram? - disse para si mesmo, observando que as panelas estavam sobre o fogão que ainda emitia algum calor.

Amanda e a mãe voltavam para casa conversando e sorrindo quando ouviram os sons do automóvel que passava retornando da cidade na direção da fazenda dos Lambert.

- Mamãe, será que poderemos comprar um automóvel algum dia? - perguntou a jovem.

- Não sei minha filha eles são muito caros. Por quê?

- Eu gostaria de ter um e para dirigir por essas estradas. - disse Amanda fazendo os gestos como se segurasse um volante.

- Menina, ora veja se isso é coisa de uma dona de casa! Isso é coisa para os homens! Devemos estar prontas para servi-los. E vamos logo, pois seu pai já deve ter chegado em casa e vai ser uma reclamação só!

As duas mulheres seguiam rápido para casa, enquanto as primeiras estrelas começavam a apontar no céu. Quando a casa já era avistada elas viram que algumas das lamparinas já estavam acesas sinal que Phillip já se encontrava em casa para desespero de Marta.

- Olhe só! Seu pai já chegou! Hoje vai ser uma noite daquelas.

Quanto mais o tempo passava mais preocupado ficava Phillip, “Onde teriam ido aquelas duas?”, pensava. O dia não fora muito pesado mas agora se lembrava de um paciente emergencial no final do dia que a priori não chamara muita atenção. Mas com esse tempo que ficou sozinho o caso retormava os seus pensamentos.

Já estava preparando a maleta para voltar para casa quando a Senhora Smith entrou no consultório trazendo seu filho, uma criança com seus sete ou oito meses, em prantos. O bebê estava muito escuro e não respirava. Ela contou que o menino brincava com os irmãos na cama quando tentando se levantar escorregou e bateu com o pescoço na cabeceira da cama. Como ele não chorou, os irmãos não se importaram, mas o fato do bebê ficar parado chamou a atenção da mãe que o pegou e correu para o consultório do médico.

Após alguns procedimentos para estimular a respiração o doutor Frings conseguira trazer de volta a vida o bebê. Porém naquele momento um detalhe passara desapercebido por Phillip Frings. O bebê não tinha nenhuma marca que demonstrasse que havia sofrido um acidente como a mãe comentara.

No seu devaneio o doutor Frings nem reparou quando a esposa e a filha entraram na casa. Ele estava sentado em seu escritório fazendo algumas anotações sobre o caso do bebê dos Smiths quando a porta do escritório repentinamente se abriu e por ela Amanda passara como um furacão, assutando-o.

- PAI! - grita Amanda entrando correndo pela porta indo na direção de Phillip.

- MEU DEUS! - responde gritando com o susto que sofrera pela entrada tão abrupta da filha. - Amanda onde é que vocês se meteram? Cadê sua mãe? - completou já se recuperando do susto.

- Ela foi direto para a cozinha e me pediu para vir até aqui chamá-lo para jantarmos.

- Bem... vamos.

- Papai. Hoje essa noite vai ser ruim. - o tom da voz da menina passara do descontraído para um tom sombrio como uma chuva de verão -
Será a noite da lua de sangue.

- Por que você diz isso filha?

- Minha mãe de verdade me falou. Ela também me disse para eu encontrar o forasteiro e que eu ir com ele.

Phillip Frings já havia presenciado uma destas conversas de sua filha com o que ela dizia ser sua mãe de verdade. Todas as vezes que ela lhe contara que a mãe de verdade lhe disse algo realmente acontecia. Como em dois acidentes que ele sofrera, que foram previstos pela menina com a mesma riqueza de detalhes que ela contara. Por conta disso ele passara a acreditar no que ela falava e não deixar por conta do acaso.

- Bem minha filha. Talvez sua mãe de verdade esteja errada desta vez. - diz Phillip desviando o olhar para a filha.

Quando os olhares se cruzaram Phillip teve a impressão por um momento de quem estava a sua frente não era mais Amanda mas sim Elisabete Carter sua progenitora e ela o transmitia um olhar severo que o forçou a desviar o olhar por um só instante.

- Vá Amanda, vá ajudar sua mãe a por a mesa. irei terminar essas anotações e vou logo em seguida.

Phillip observou a filha saindo enquanto pensava em como ela se parecia com Elisabete. Ele desviou a atenção para a janela, por onde procurou a lua enquanto balbuciou:

- Será verdade?


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12 Re: A Filha da Escuridão em Ter Ago 30, 2011 2:49 pm

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XII

- Então Sr. Fisher está pronto? - perguntava o vendedor.

- Vamos. - respondeu Thomas Fisher se levantando.

Fisher fingindo um mal estar súbito se apóia em Eric e aproveitando-se da desatenção põe as chaves no bolso do paletó de Eric.

- Está melhor chefe? - perguntou o motorista para Thomas.

- Bem melhor... - responde, e continua - Muito obrigado Eric por me sustentar enquanto me senti mal. Por um momento parece que tudo estava rodando.

- Não precisava agradecer Sr. Fisher. Vamos entrar, na sala de estar existem poltronas confortáveis para o senhor se sentar para se recuperar. - Diz colocando a mão no outro bolso do paletó e tirando um molho e escolhendo a chave correta para abrir a porta da frente.

- Thomas, pode me chamar pelo meu nome. - respondeu Thomas Fisher.

Os três entram na casa. Enquanto Steve levava Thomas até uma cadeira, Eric ia acendendo algumas lamparinas e pouco a pouco o ambiente ia se iluminando. Steve observava nos olhos de seu patrão que seu estado de espírito ia sutilmente sofrendo alterações. Ele aparentava surpresa e espanto enquanto observava a sala que ia ficando iluminada. Steve estranhava pois de acordo com os planos Thomas já deveria conhecer esse lugar.

- Algum problema chefe? - perguntou Steve.

- Não... Só que... Essa sala está diferente.

Eric voltava até os dois com o ar amistoso de sempre.

- Thomas, está se sentido melhor?

Com um aceno afirmativo feito com a cabeça, Thomas responde a pergunta do vendedor.

- Esta casa sofreu um incêndio a alguns anos e então o antigo proprietário que é seu atual dono. Re-construiu a propriedade, porém ao contrário do que todos pensam esta casa segue a mesma estrutura da casa original. Nenhuma porta fora colocada num local diferente do que era na casa original. Todas as passagens originais foram mantidas até mesmo as passagens escondidas. Tudo isso foi possível porque o mesmo homem que fez o desenho da casa original fora contratado pelos novos proprietários para chefiar a obra.

Os olhos de Fisher demonstravam sua perplexidade ante a nova explicação. “Então tem alguém realmente aqui.” Esse pensamento esfriava o interesse de Thomas pela casa, quando o discurso de Eric e seus pensamentos são interrompidos por um barulho vindo da cozinha como se um vidro fosse quebrado os chamou a atenção.

- Vocês ouviram isso? – perguntou Steve.

- Parecia um vidro estourando. – respondeu Eric.

- Foi exatamente isso que eu ouvi. Vou até a cozinha, parece que o barulho veio de lá. – falou Thomas.

Thomas segue na frente com passos decididos, enquanto os outros dois o seguem cautelosamente. Ao se aproximar da cozinha Thomas tem a impressão de ver uma massa mais densa na escuridão que ao tentar focar desaparece.

Os três homens chegam à cozinha e Eric que vinha trazendo consigo uma lamparina acesa que põe sobre uma bancada onde possa iluminar boa parte do cômodo. Steve passa a procurar por vestígios de vidro quebrado no chão próximo a pia, enquanto Thomas fazia o mesmo próximo a porta da dispensa.

Eric que estava mais afastado um pouco dos dois homens em sua busca, analisava a cozinha. Havia algo de estranho naquele lugar, então movido mais pelo instinto que pela razão ele diz:

- Thomas, dentro da dispensa.

Thomas de pronto se aproxima da porta e com cuidado, gira a maçaneta até ouvir o ruído que o informaria que ela estava aberta. Ele puxa lentamente a porta abrindo-a esperando ver um armário com prateleiras em seu interior. Porém o que ele encontra é outra porta aberta com uma escada de acesso possivelmente ao porão da casa.

Os três então seguem pela escada chegando até o porão. Thomas pensava que iria sair na sala onde estivera mais cedo, porém a sala era totalmente diferente. No lugar de uma adega eles estavam num local que mais lembrava um consultório médico. Estantes com várias compotas, livros e instrumentos cirúrgicos decoravam o local que em um dos seus cantos possuía uma mesa similar a mesa onde eram feitas operações.

Neste momento os homens se assustam, a porta do armário fechava com um barulho como se alguém a houvesse batido com força, em seguida sons de uma alavanca sendo manipulada e algum móvel pesado sendo arrastado. Por fim passos de alguém descendo a escada, vindo em sua direção.

Os três homens buscam por algum lugar para se esconder enquanto os pesados passos na escada se aproximavam. Quando parecia que iria cruzar o portal de acesso os passos cessam apenas uma brisa é sentida pelos homens. Uma brisa que lhes gela a alma.

- NÃO!!! – gritava Eric, subitamente caindo de joelhos no chão cobrindo os olhos com as mãos. – PARE, PARE, DEIXE-ME SAIR!

Steve e Thomas tentam acalmar o homem sacudindo-o. Mas quando Eric olha para os dois ele com uma força desproporcional à sua constituição física empurra os dois que acabam caindo e parte correndo para a saída da sala.

Enquanto Steve e Thomas se levantavam eles ouviam os passos de Eric subindo a escada.

- Eric! Eric! Se acalme não há nada aqui! – gritava Thomas. – Steve, verifique essa sala. Vou tentar acalmar o vendedor. Quando terminar, nos encontre na sala de estar. – disse enquanto seguia o vendedor.

- Tudo bem Thomas, mas não estou gostando deste lugar. Ele não parece com nada que tenhamos nos encontrado antes. Desta vez parece real.

As palavras finais proferidas pelo motorista não foram ouvidas pelo amigo que já seguia pela escada. Agora Steve estava sozinho naquele escuro cômodo.

Ele ouve um ruído próximo a mesa, mas o que quer que o atingiu foi tão rápido que Steve ainda teve a impressão de ver seu corpo de pé enquanto sua cabeça caía no chão.


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13 Re: A Filha da Escuridão em Qui Set 01, 2011 2:19 pm

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XIII

Durante o jantar Phillip pensava nas palavras de Amanda, tanto que não essa fora uma refeição silenciosa, o que causou estranheza em sua esposa Marta observava sua família durante o jantar, Phillip quieto com o olhar distante enquanto Amanda tinha um olhar sonhador o mesmo que ela tinha quando ouvia as estórias de princesas e príncipes encantados.

Ao terminarem o jantar, mãe e filha começam a limpar as louças e talheres, enquanto Phillip retornava para o escritório onde costumava tomar um conhaque e fumar seu cachimbo todas as noites enquanto revia, algumas vezes, algum caso que o intrigasse.

Phillip que antes do almoço refletia sobre o caso do bebê dos Smiths agora no escritório acendia o cachimbo sentado comodamente em sua poltrona olhando o céu, sem nem ao menos lembrar o que ocorrera a algumas horas, seus pensamentos eram fixos nas palavras da filha.

- Mamãe, amanhã eu posso ir ajudá-la nas compras na mercearia? – perguntou Amanda, quebrando o silêncio, enquanto enxugava as louças do jantar.

- Mas é claro Amanda. Eu pensei que você iria com seu pai para o consultório. Afinal hoje você não foi ajudá-lo mocinha. – respondeu a mãe que lavava os últimos pratos.

- A senhora está precisando mais de mim que o papai. – disse Amanda com um sorriso no rosto.

- Claro... Claro... Pronto. Terminamos. Agora termine de arrumar tudo nos seus devidos lugares eu vou arrumar as roupas de seu pai para ele trabalhar amanhã. – disse Marta enxugando as mãos no avental, enquanto se dirigia para a porta da cozinha.

- Tudo bem mamãe. Depois que eu terminar eu vou para o meu quarto, tenho de arrumar meus vestidos e separar a roupa para ir à cidade logo pela manhã.

Amanda já estava terminando de arrumar seu vestido quando reparou que havia mais alguém com ela. Quando se virou ela abriu um largo sorriso ao ver sua mãe biológica Elisabete Carter.

- Olá minha filha, não falei que viria hoje ainda ver você. – disse sorrindo a mulher sentada na cadeira da penteadeira.

- Mãe! Como estou feliz! Amanhã vou conhecê-lo. Não é verdade! Amanhã eu vou conhecer o homem que o destino me reservou! – disse segurando o vestido junto ao corpo enquanto rodopiava.

A atitude da jovem fez com que Elisabete sorrisse, e seu sorriso trazia a lembrança saudosista da sua meninice. Essa lembrança também trazia a dor, a dor da juventude roubada. Que fez com que o olhar de Elisabete para a filha ganhasse o aspecto de um predador ao ver a presa.

- Amanda, você estará linda amanhã. E sim, vou fazer de tudo para que você o conheça. Irei protegê-lo como eu protegeria a um filho. Agora devo ir. Deite-se e durma amanhã será um dia muito importante.

Amanda coloca o vestido num cabide e o pendura na porta do armário. E se despe para vestir a camisola enquanto diz:

- Obrigada mãe.


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14 Re: A Filha da Escuridão em Seg Set 12, 2011 3:42 pm

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XIV

Enquanto Thomas subia os degraus de dois em dois tentando alcançar Eric ele sentia que o ar da casa sofrera uma modificação sutil. Ele chega na cozinha ainda a tempo de ver Eric entrando na sala de estar. Então apressando ainda mais o passo ele consegue chegar até o vendedor.

- Eric! Eric! Contenha-se! - diz sacodindo o homem pelos ombros.

Aos poucos o vendedor parece recobrar a razão, na mesma proporção que Eric sente que o ambiente da casa vai ficando cada vez mais normal.

- Está melhor meu amigo? O que aconteceu lá embaixo? - pergunta Thomas com uma foz tranquila.

- Não me lembro direito. Parecia que uma mulher com o corpo queimado se aproximava de mim dizendo “relaxe, você vai gostar!”. E então quando ela tentou me tocar eu corri, corri como se a minha vida dependesse disso. Senhor Thomas, vamos sair daqui. Não irei ficar nem mais um segundo nessa casa.

- Ora meu amigo, está desistindo da venda? - Thomas tentava com a pergunta fazer com que o homem ficasse. - Vejamos eu dobro a sua comissão caso passe a noite aqui comigo.

Eric não desejava ficar naquela casa. Ele sabia que havia algo ruim ali, ele vira. Mas a possibilidade de resolver seus problemas financeiros e dar uma vida melhor para a família falavam mais alto. Motivado por essa finalidade Eric tomou uma decisão.

- Está certo. Mas fecharemos agora a venda. Concorda?

- Pode pegar os papeis. - disse sorrindo Thomas.

Após assinarem os papeis de compra do imóvel, os dois homens caminham pelo segundo andar da casa onde ficam os quartos e uma sala de leitura. Após Eric apresentar todos os cômodos do segundo andar eles sentem falta do motorista Steve.

- Seu motorista está demorando não é verdade?

- Sim. Ele deve estar nos aguardando na sala de estar. Ele ainda deve estar lá em baixo. - diz Thomas se caminhando em direção ao andar inferior.

Os dois homens descem a escada e seguem para a sala de estar. Neste momento eles nem mais se lembravam do que acontecera no porão da casa. Chegando lá eles encontram com Steve olhando pela janela na direção do automóvel.

- Ora Steve! Está a muito tempo nos esperando aqui? - perguntou Thomas.

O homem se vira lentamente para os homens. Por um instante seu reflexo pode ser visto no vidro da janela. Seus olhos são completamente negros como se fosse pintado de nanquim. Ele então fecha os olhos terminando face a face com o amigo.

- Não, não Thomas. Cheguei a pouco tempo. Não havia nada lá no porão apenas ratos e alguns fungos venenosos raros.

- Então está certo.Adquiri a propriedade conforme havia planejado.

- Isso mesmo. Então senhores podemos nos recolher? O dia em breve irá nascer. - diz Eric já demonstrando sinais de cansaço.

Então com os três de acordo, os três homens cada um em um quarto se recolhem.


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15 Re: A Filha da Escuridão em Seg Set 26, 2011 2:02 pm

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XV

- Amanda, acorde Amanda ou então seu pai irá para a cidade sozinho e você irá ficar aqui me ajudando hoje como fizera ontem.

- Ah mãe, me deixe dormir mais um pouquinho.

- Nada disso mocinha. Se quiser ficar em casa pode continuar dormindo, mas se você quer ir para a cidade levante-se logo, pois seu pai já está fazendo a barba para sair.

Amanda se levanta ainda sonolenta, sem perceber a presença que estava com ela.

- Vamos Amanda. Você não quer conhecê-lo?

Ao ouvir a voz de Elisabete, Amanda se põe de pé rapidamente e segue
para sua penteadeira onde sua mãe gentilmente escova seus cabelos.

- Então senhores. Estamos prontos? - Perguntava Thomas Fisher aos dois companheiros.

- Me desculpe Thomas, mas será que eu poderia ficar na casa? Não estou me sentindo bem para sair. E você pode dirigir o automóvel também não é mesmo? - Perguntou Steve, que aparentava estar bastante pálido.

- Não vejo porque não ficar então. A não ser que o prezado Sr. Eric não ache de bom tom para os negócios você ficar aqui sozinho. Não é mesmo Sr. Eric?

- O que é isso Sr. Fisher. É claro que o seu motorista pode ficar. Afinal hoje nós temos apenas que acertar alguns detalhes do contrato e providenciar a papelada da venda.

- Então está certo Steve! Você fica na casa enquanto eu vou até a cidade e acerto os detalhes da compra. No final do dia estarei de volta com nossas malas. Pretendo-me estabelecer aqui ainda hoje se for possível.


Amanda e os pais adotivos seguiam pela estrada em direção a cidade quando ouviram o ruído do automóvel do Sr. Fisher se aproximando.

- Olá! Bom dia! Querem uma carona? Temos bastante espaço aqui para todos! - Disse Thomas à família que seguia na mesma direção.

- Sr. Fisher... Deixem-os ir sozinhos eles não gostam de... - sussurrou o vendedor ao seu cliente

- Ora Eric. Eles serão meus vizinhos! É claro que eu gostaria de dar uma carona aos meus futuros vizinhos. Afinal devemos nos conhecer! - intervém Thomas.

- Não se preocupe senhor iremos a pé mesmo. A caminhada faz bem. E servirá para ajudar a despertar. - disse Phillip

- Mas papai... Desse jeito chegaremos à cidade muito cansadas. E mamãe ainda irá fazer compras!

- Ora menina! Não conta diga seu pai na frente do moço! Ele irá pensar que além de sermos do interior não te educamos direito! Perdoe nossa filha Senhor, mas essa menina ainda não aprendeu a ter modos.

Thomas acelera um pouco o automóvel e o estaciona alguns metros a frente.

- Me perdoe senhor, mas devo concordar com vossa bela filha. - disse Thomas com um sorriso cortês. - A caminhada até a cidade é longa e se ainda irão fazer compras, uma carona pode ser de bastante auxílio. A propósito deixe-me me apresentar. Chamo-me Thomas Fisher, estou comprando a mansão Lambert. - disse estendendo a mão.

- Prazer em conhecê-lo Sr. Fisher, sou o Doutor Phillip Frings. Esta é minha esposa Marta e minha filha Amanda. E como vai Eric?

- Doutor... – responde com um aceno de cabeça.

Phillip olha para a esposa e filha, reconhece que o jovem está certo em sua observação e aceita enfim a carona até a cidade.


- Então senhor Fisher com o que o senhor ganha à vida? – pergunta Philip.

- Eu herdei de meus pais nosso negócio de importação.

- Bem interessante senhor Fisher. Deve ser um produto bem lucrativo para poder comprar a mansão dos Lambert.

- Realmente doutor, realmente é. Agora estou investindo na conquista do Oeste, financiando algumas expedições para os novos territórios.

Após alguns minutos quando a poeira da estrada não permitia que os homens continuassem a conversa eles chegam até a cidade.

- Pronto chegamos! Senhor Frings, estarei na cidade resolvendo os últimos detalhes da compra da mansão, se o senhor não se importar eu poderei dar uma carona para sua família na volta com as compras no final do dia. – diz Thomas ajudando a filha do médico a descer do automóvel.

- Ora meu jovem. Não irei abusar de sua boa vontade, mesmo assim muito obrigado! - Respondeu o médico ajudando a esposa.

- De qualquer forma estarei no escritório do senhor Eric. Deixarei meu automóvel estacionado na frente do hotel se ainda estiver lá quando terminarem as compras e desejarem eu poderei levá-las com as compras.

Ele some novamente no automóvel e com um aceno de cabeça se despede da família Frings.


Amanda ainda sentia o toque de Thomas em sua cintura quando a ajudara a descer do veículo, quando sua mãe a faz retornar a realidade.

- Vamos querida? Temos compras a fazer.

- Sim mamãe.

- Um jovem muito prestativo não é querido? – indaga Marta.

- Prestativo até demais. – responde Philip observando o automóvel dobrando a esquina.

- Estamos indo as compras querido, até a noite. – se despedia Marta.

"Prestativo até demais..." pensava Philip sozinho na calçada a frente de seu consultório.


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16 Re: A Filha da Escuridão em Ter Set 27, 2011 1:32 pm

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XVI

Durante as semanas seguintes tudo ocorre naturalmente na cidade. Com a fixação de Thomas Fisher na antiga mansão dos Lambert, Thomas transfere o escritório de seus negócios para a cidade.

Com crescimento de Nova Orleans os negócios de Thomas prosperavam mais e mais. Rapidamente o jovem ambicioso já possuía sua própria rota de negócios de importação e um armazém para guardar seus produtos. Muitos deles provenientes da Irlanda como bebidas.

Thomas também atuava no mercado de escravos sendo um dos maiores mercadores de Nova Orleans. Seus investimentos na conquista do Oeste, porém não seguiam os mesmos passos dos negócios em Nova Orleans. Obras atrasadas e o problema com os nativos aumentavam o custo de suas caravanas.

Thomas também fazia atuava na política da cidade e era sócio de alguns teatros e museus. Tinha como companhia inseparável Steve que de motorista havia se tornado sócio de Thomas e atuava diretamente com os negócios do Oeste.

A amizade de Thomas com a família Frings ia cada vez mais se solidificando com o passar dos meses, sobretudo quando com a abertura dos negócios de Thomas a Fisher Inc. ele passou a investir na imigração de famílias Alemãs, que trabalhariam para Fisher no porto ou nas lojas e armazém. Dentre essas famílias dois irmãos de Philip foram trazidos para a América e já trabalhavam no porto descarregando as cargas importadas.

Amanda que no primeiro encontro com Thomas ficara encantada com aquele homem com o passar do tempo e com a solidificação da amizade entre seu pai e Thomas, fora se encantando mais por ele. Mas ela era contra a comercialização de escravos que era uma das principais fontes de renda do rapaz.

Essa postura de Amanda gerava nos encontros de final de semana, eles sempre se reuniam na mansão para passar o dia, boas discussões sobre o tema. Uma vez a jovem até fora chamada de nortista por tomas o que causou um rubor de raiva na jovem que retrucou chamando-o de explorador. O fato, porém gerou muitas risadas por todos que estavam presentes.

Thomas e Amanda se davam muito bem e por algumas os dois haviam já trocado alguns beijos escondidos quando a oportunidade se mostrava, a proximidade dos dois era bem vista pelos pais adotivos da menina que faziam gosto pela união dos dois. Assunto até já conversado entre Thomas e Philip.


Numa destas ocasiões Thomas e Amanda, acompanhados a distância por M’tulhu um haitiano que trabalhava para o doutor Frings, ajudando na preparação de ungüentos e remédios que fora trazido para a América por Thomas, indicado por Steve que numa viagem para o Haiti conhecera o velho místico, após o almoço resolveram caminhar pela propriedade.

- Então Amanda, estive conversando com seu pai sobre nos casarmos. Ele me disse que se você não for contra... – disse Thomas um pouco sem jeito para Amanda enquanto caminhavam.

Amanda sem reação para de caminhar repentinamente o que faz com que Thomas olhe para ela reparando que a jovem vertia algumas lágrimas que contrastavam com um largo sorriso.

- Mas... É claro que eu quero me casar com você Thomas! – disse tomada pela felicidade correndo ao encontro do amado.

Tomas a toma nos braços e roda com ela até se desequilibrar. Causando a queda dos dois ela por sobre o corpo dele. M’tulhu que acompanhava o casal observava sorrindo a união dos jovens, por um momento tem um mau pressentimento que é logo interrompido pelo canto de um pássaro.


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17 Re: A Filha da Escuridão em Qua Set 28, 2011 12:00 pm

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XVII


Steve e o doutor Frings fumavam um charuto na varanda da mansão enquanto conversavam sobre vários assuntos quando o mordomo Geremy, um haitiano forte, mas discreto, recém contratado por Thomas para cuidar da criadagem, se aproxima dos dois rapidamente com um olhar preocupado.

- Meu bom doutor Frings, parece que a cidade novamente sofre da febre. O senhor como um homem da ciência saberia me dizer qual motivo dessa nova epidemia? Até uns anos atrás nosso maior inimigo eram os crocodilos, agora estas doenças que matam vários de nossos cidadãos. – falava Steve ao bom doutor.

- Mestre Palmer – interrompia o mordomo ao se dirigir a Steve. – O xerife do condado está à procura de Mestre Fisher. Mas mestre Fisher se encontra caminhando pela propriedade com a filha do bom doutor como sabem. E o xerife aparentemente está muito agitado, senhor.

- Geremy, avise ao xerife que estarei recebendo-o em poucos instantes. – responde Steve ao mordomo. - Me perdoe doutor, mas as circunstâncias exigem que me ausente por alguns instantes. Se me permite? – diz Steve ao se levantar.

- Ora, mas é claro Steve! Eu irei aproveitar e esticarei um pouco minhas pernas. Vou procurar por aqueles dois jovens! – também se levantando.

Os dois homens que se despediam seguem em suas direções opostas.

Steve entra na sala e vê o Xerife Jonas Lebeau, jovem um pouco mais velho que Thomas, ele se vestia como os xerifes que viviam no centro-oeste, e mostrava sua estrela de xerife com orgulho e mantinha o os cabelos na altura dos ombros desgrenhados, marcados pelo chapéu apertado na cabeça, e um princípio de bigode que contornava a parte superior dos lábios, parado de costas para a entrada por onde vinha olhando pela janela que dava visão a entrada da mansão.

- Me desculpe fazê-lo esperar Xerife LeBeau. – diz Steve ao entrar na sala de visitas.

- Senhor Palmer. Vim à procura de seu sócio, o senhor Fisher. Poderia me levar até ele? – respondeu impassível o Xerife Jonas LeBeau.

- Os empregados já estão à sua procura. Mas o senhor poderia me antecipar o que está acontecendo? Aconteceu algo na cidade com nossos negócios, xerife?

- Não posso antecipar nada senhor Palmer, mas não se preocupe não há nada de errado na cidade. Tenho apenas que fazer algumas perguntas ao seu sócio.

- Me desculpe xerife, mas Thomas está sendo investigado por alguma coisa?

- Ele deveria?

- Claro que não. Mas como o senhor não explicou ainda o que deseja com Thomas, me parece que ele é suspeito de alguma coisa.

- Volto a lhe dizer senhor Palmer. Não posso lhe contar nada antes de falar com o senhor Thomas.

- Está certo então xerife. Deseja beber alguma coisa enquanto esperamos então pela chegada de Thomas?

- Aceitaria um bom Scoth sem gelo.


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18 Re: A Filha da Escuridão em Qui Set 29, 2011 11:11 am

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XVIII

- Doutor Frings! Doutor Frings! – grita Geremy que corria atrás do médico.

Phillip ao ouvir que era chamado, volta a atenção para o mordomo que se aproximava correndo.

- Por Deus homem! Por que tamanha agitação?

- Doutor Frings... Sua esposa... Sofreu um acidente. – respondeu ofegante.

- Mas! Vamos, vamos logo! – disse Phillip correndo em direção à mansão.


Thomas e Amanda, acompanhados por M’tulhu retornavam quando avistam o Doutor e Geremy correndo de volta para a mansão.

- Thomas, o que deve estar acontecendo? Por que papai estaria correndo?

- Não sei querida, mas vou até lá para ver o que está acontecendo. Não se preocupe não há de ser nada demais. – Diz tentando acalmar a jovem.
- M’tulhu, acompanhe minha noiva até a mansão eu vou me adiantar para saber o que está acontecendo.

- Pode ir Sr. Fisher. Eu acompanharei a senhorita Carter até a mansão. – respondeu M’tulhu com seu forte sotaque francês, enquanto Thomas acelerava o passo distanciando-se.

- M’tulhu, o que sua intuição diz?

- Minh’ama. Não deve se preocupar enquanto o Sr. Fisher estiver na casa nada de mal acontecerá. Pode ter certeza disso.

- Como você pode ter tanta certeza disso M’tulhu?

- O vento me contou minh’ama, o vento me contou. – reponde M’tulhu observando que Thomas corria envolto por uma sombra que ficava cada vez mais densa ao se aproximar da casa. – agora devemos seguir tranquilamente minh’ama.


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19 Re: A Filha da Escuridão em Qui Set 29, 2011 12:14 pm

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XIX

O som da vidraria quebrando chamou a atenção dos dois homens que estavam na sala que num salto partiram em direção da origem do som. Lá eles encontraram a senhora Frings caída com um corte na cabeça por onde sangrava bastante e uma prateleira de vidro da estante da sala de jantar quebrada. De imediato Steve ordenara para que Geremy buscasse o doutor Frings que caminhava a procura da filha e do futuro genro. Enquanto o xerife LeBeau se aproximava do corpo da mulher caída.

- Ela está respirando, mas com dificuldades. Sr. Palmer, ajude-me a colocá-la deitada sobre a mesa.


O Xerife segurava a senhora Frings pelos ombros com cuidado para não ferir o pescoço, enquanto Steve a segurava pelas pernas.

- Quando eu contar até três nós a levantamos. – disse o xerife - Um... dois... três...


Tão logo a senhora Frings estava acomodada sobre a mesa, seu marido entrava pela porta que dava acesso à cozinha.

- O que aconteceu aqui? – perguntava Phillip.

- Estávamos conversando na sala quando ouvimos o barulho de vidro quebrando doutor. Quando chegamos aqui sua esposa estava caída sobre os cacos da prateleira de vidro. – respondeu Steve.

- Exatamente. – confirmou o xerife.

- Muito bem então... Por favor me dêem espaço. Vou precisar de pano limpo e água para limpar os ferimentos.

- Geremy providencie o que o doutor precisa. – ordenou Steve.

- Sim senhor.

O xerife LeBau apenas observava a cena que passava diante de seus olhos, quando por fim ele reparou que o piso estava arranhado.

- Meu bom doutor eu tenho uma teoria... Se me permite... – diz o xerife se aproximando das pernas da esposa, causando um imenso constrangimento.

- Mas o que o senhor pensa que está fazendo, xerife? – diz indignado o doutor.

Ignorando o que o médico falava o xerife levanta um pouco o vestido da senhora Frings o suficiente para ver que o sapato havia quebrado seu salto.

- Como pensei. A senhora Frings caminhava pela sala de jantar seguindo para a sala de leitura, quando seu sapato prendeu no chão, ela fez força para se soltar, quebrando o salto o que ocasionou seu desequilíbrio e posterior queda. Nesta queda ela bateu com sua cabeça na prateleira que quebra com o impacto. Causando o ferimento na cabeça.


O xerife que enquanto falava encenava sua teoria nem percebera que o Sr. Fisher havia chegado ao exato momento em que ele olhava para o sapado da senhora Frings.


- Impressionante sua capacidade de dedução, xerife. Mas o que ocorreu fora tão grave para o senhor já estar aqui em minha casa? – perguntou aplaudindo Thomas.

- Sr. Fisher... Não, não vim por causa do acidente com a esposa do doutor. Mas já estava aqui quando ocorrera. Vim até aqui, pois tenho algumas perguntas para fazer ao senhor.

- Irei responder a todas assim que souber qual o estado de minha futura sogra. – disse Thomas enfatizando a palavra sogra.
A revelação pega o xerife de surpresa, pois ele sonhava em desposar a filha dos Frings.

- Marta está bem, filho. Foi só o susto, disto tudo irá sobrar apenas uma leve cicatriz. – informou Phillip. – Pode ficar tranqüilo.

- Muito melhor então. Pois bem xerife, por favor, me acompanhe até meu escritório. E Steve, por favor, acomode a senhora Frings num quarto para que possa se restabelecer.


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20 Re: A Filha da Escuridão em Qua Out 19, 2011 1:42 pm

AlexBarros

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Thomas se acomodava na sua poltrona enquanto indicava uma cadeira para que o xerife se sentasse, já tomando a iniciativa na conversa:

- Pois bem xerife, sobre o que gostaria de conversar comigo? Deve ser algum problema grave pois veio até a minha casa.

- Pelo que vejo é um homem bem prático Sr. Fisher? Então tentarei ser tão prático quanto você Thomas.

- Me desculpe xerife mas somente meus amigos me chamam pelo meu primeiro nome. – interrompeu Thomas.

A atitude de Thomas pega o xerife de surpresa e ainda desnorteado ele prossegue:

- Perdoe-me então Sr. Fisher. Pois bem, o senhor vem de Diamondhead no Mississipi não é verdade? – pergunta o xerife.

- Sim, todos sabem disso. Fui criado lá.

- Pois bem, o xerife de Diamondhead me enviou um comunicado para entregar ao senhor. Aqui está. – diz colocando o envelope sobre a mesa e empurrando para Thomas. – Junto ao comunicado ele pediu para informá-lo que a sua casa foi destruída por um incêndio.

- Como? Incendiada? – diz pegando o envelope.

- O Senhor há poucos dias viajou para Diamondhead Sr. Fisher?

- Não. Não vou para lá faz dois anos. Minha casa estava à venda por isso.

- Tem como comprovar que não viajou para Diamondhead a três semanas?

- Tenho sim. Há três semanas fui pescar em alto mar com meu futuro sogro. Ele pode confirmar se desejar.

- Não será preciso.

- Mais alguma pergunta xerife Lebeau? – pergunta já se levantando da cadeira.

- Por hora não senhor Fisher.

Thomas se dirige até a porta do escritório enquanto fala.

- Então como não tem mais nenhum negócio a tratar comigo xerife. Sinta-se a vontade de voltar a me visitar quando achar necessário. Agora se me dá licença, devo conversar com meu futuro sogro para saber como minha futura sogra e esposa estão.

O xerife Lebeau se levanta calmamente observando bem o escritório de Thomas enquanto fala:

- Pode ter certeza disso senhor Fisher. Sempre que eu achar necessário virei até aqui visitá-lo.

“Mas o que será que o Matheus quer comigo? Melhor ainda por que ele me enviou um comunicado oficial?” – pensava Thomas enquanto acompanhava por olhar o xerife enquanto ele se afastava da casa em direção a cidade. Enquanto segurava o envelope que lhe fora enviado.


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21 Re: A Filha da Escuridão em Qua Out 26, 2011 8:20 am

AlexBarros

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Algumas semanas depois do acidente com a senhora Frings, o esperado anúncio do noivado de Thomas Fisher e a jovem Amanda fora comemorado com uma grande festa na casa de Thomas.

Nos meses de preparação para o casamento os negócios de Fisher prosperavam mais e mais e ele que já era um dos homens mais ricos da cidade, se tornara também um dos mais ricos de todo o estado da Louisiana.

Essa ascensão começa a incomodar algumas pessoas e a despertar o interesse de muitas outras, dentre estas o xerife Lebeau que desde o acontecimento na casa de Thomas estava sempre o observando de longe esperando que ele cometesse algum deslize.

Era a manhã de uma quarta-feira, Thomas acabara de chegar em seu escritório quando sua secretária entrava pela porta carregando algumas pastas

- Eleanor, eu disse que pela manhã não faria nada hoje, não receberia ninguém.

- Sr. Fisher, um homem que se apresentou como Matheus West de Diamondhead, deseja falar com o senhor. Eu falei para ele que o senhor estava muito ocupado, mas ele insistiu para que eu o anunciasse. Devo pedir para ele se retirar?

- Matheus West? Não deixe-o entrar. Depois tranque a porta. Não quero ser incomodado por ninguém. Mesmo que seja minha noiva ou o Steve.

Eleanor deixa as pastas sobre a mesa do chefe e depois convida o visitante a entrar no escritório. E assim que sai faz como o ordenado por Thomas deixando os dois homens a sós.

Ainda da porta e com a secretária a sua costas, Matheus sorri para Thomas. E quando Thomas ouve o trinco da porta retribui o sorriso enquanto se aproxima de Matheus.

- Como vai Thomas? – diz Matheus apertando-lhe a mão.

- Ora você não está adiantado? Aguardava sua visita somente daqui a vinte dias como estava no comunicado que me enviou!

- Houveram alguns problemas Thomas... Parece que descobriram seus planos.

- Como assim? Somente nós dois sabíamos do nosso acordo.

- Parece que alguém desta cidade está fazendo uma investigação minuciosa sobre a sua vida. E isso pode nos causar sérios problemas.

- Você sabe quem é? Eu apostaria no Xerife Lebeau.

- Não, não é ele. Não tenho ainda essa informação. Mas Lebeau não chegaria tão longe.

- Vamos Matheus você está me escondendo alguma coisa! Você sabe de mais coisas e não quer me contar? Não se esqueça que sou eu que estou na ponta da lança. Se alguma coisa acontecer vai ser comigo. Então nosso trabalho todo será em vão.

- Eu sei Thomas, eu sei...

- Então, se você se expôs tanto me enviando aquele comunicado e vindo até aqui. Deve ser alguma coisa mais importante

- Parece que a pessoa que está te investigando, está perto de descobrir para quem você trabalha. Depois disso para chegar até a mim e aos outros vai ser muito fácil.

Thomas fica em silêncio completamente absorto com a revelação de Matheus. Afinal ele não se comunicava com ninguém desde que começou os preparativos de seu casamento havia seis meses.

- Eu sei que você gosta da menina, Thomas. Mas não se esqueça que nós enviamos você aqui para encontrar respostas. E até agora não encontramos nada. E se demorar mais você colocará a jovem e a família dela em perigo também.

- Você está certo Matheus. Vou adiantar as pesquisas. Mas agora está mais difícil desde o dia da compra da casa nenhuma atividade foi detectada.

- Thomas, tome muito cuidado. Só somos nós dois desde que eles se foram. - diz Matheus com olhar preocupado – Não quero ter de enterrar meu irmão mais novo. Como não posso estar aqui com você. Tome muito cuidado.


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22 Re: A Filha da Escuridão em Qui Nov 03, 2011 10:56 am

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O Diammond Red aportava com o novo carregamento de produtos vindos do Caribe, e na proa era Steve Palmer era visto com seu costumeiro traje elegante. A calefação da respiração dos homens denunciava que aquela era uma manhã fria o cargueiro estava cheio a viagem fora longa dessa vez. Ao lado de Steve estava o filho mais velho de M’tulhu que trabalhava diretamente com Steve.

- Aqui estamos de volta ao lar mestre. – disse o jovem empregado.

- Desta vez nos demoramos além do esperado, George. Pegue minhas malas e encontre-me no automóvel. – diz Steve se encaminhando para a área de desembarque.


“Acho que está acontecendo algo, não me agrada ter de passar tanto tempo distante.” Pensava Steve tão entretido em seus pensamentos que não reparou quando o Matheus West saia da sede das empresas.


Matheus saía do prédio após a conversa com seu irmão caçula enquanto Steve caminhava até o carro e se sentava no banco de carona. Rapidamente então ele entrou num restaurante que ficava a frente do prédio e por uma janela passou a observar o sócio de seu irmão.


- Mestre, suas malas já estão na mala. Está pronto? – perguntou o jovem.

- Vamos para casa. Não estou me sentindo bem, foi uma longa viagem e primeiro devo descansar. Mais tarde falarei com Thomas sobre o que trouxemos. – respondeu.


Matheus observava Steve e o jovem motorista partirem no automóvel e ao desaparecerem ao longe então ele respirou aliviado, quando ele sentia seu ombro sendo tocado.


Lebeau estava almoçando quando viu o xerife West, entrar no restaurante e sentar numa mesa próxima a janela. Parecia que ele estava observando alguma coisa, mas do ponto onde ele estava sentado não conseguia ver o que era. Então Lebeau acabou de comer seu peixe e se aproximou de West e tocando seu ombro disse:


- Matheus? Posso ajudá-lo em alguma coisa? – disse para espanto do xerife West.

- Ora! – respondeu assustado Matheus – Xerife Lebeau, eu acabei de chegar à cidade estava ia almoçar e depois iria procurá-lo. Gostaria de me acompanhar no almoço?

- Eu acabei de terminar, mas posso fazer companhia para você. Enquanto como minha sobremesa e tomo meu café.

- Então amigo, deixarei para comer mais tarde, vou acompanhá-lo no café.


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23 Re: A Filha da Escuridão em Ter Dez 06, 2011 12:32 pm

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XXIII

Steve descia do automóvel e seguia a passos decididos em direção a casa principal enquanto os serviçais tratavam de pegar suas malas e levar para seu quarto. No final do caminho de pedras que levava para a varanda ele muda a sua direção e começa a circundar a casa.

Steve seguia pela propriedade já chegando aos campos sem nem ao menos olhar para trás nem falar com nenhum dos empregados. Ele caminhou até chegar a um pequeno lago que nos dias de calor muitos dos empregados usavam para se refrescar no final do dia.

Steve descalçou os sapatos e as meias, dobrou a calça até a altura dos joelhos, pousou seu terno e gravata sobre os sapatos e entrou caminhando no lago até a água ficar-lhe pela metade das canelas. Então ele se voltou sua atenção para a casa e ficou a observando por alguns minutos ali parado.

Steve mais uma vez se certificou de que estava a sós e então seguiu caminhando para dentro do lago. Até que a água cobriu-lhe todo. Deixando pelo caminho que fizera uma mancha negra como piche.



M’Thulu caminhava pela fazenda coletando algumas flores, em especial a procura de margaridas as preferidas de Amanda, para decorar a casa e o quarto dos noivos. Aqueles eram os últimos detalhes, ele havia deixado para fazê-lo quando estivesse faltando pouco para o casamento, para que as flores não murchassem.

Enquanto voltava para a casa grande M’Thulu via que o Sr. Steve estava a sós no lago e caminhava para o fundo. Ele não sabia o porquê, mas quando viu o Sr. Steve ali sentiu um frio percorrer-lhe toda a espinha então ao reparar que o homem não retornava a tona após um tempo correu em direção ao lago. Ao chegar ao lago M’Thulu não via nada além das plácidas águas transparentes do lago.

Preocupado com Steve, M’Thulu mergulhou no lago a sua procura. M’Thulu intercalava braçadas e gritos chamando por Steve. De repente M’Thulu, começou a sentir a água mais pesada e reparou que tinha de fazer mais força para conseguir nadar.

Ele olhou para os braços e estavam cobertos de uma substância negra como piche. E aquilo parecia que fazia resistência as suas braçadas. Tomado pelo susto M’Thulu começou a nadar em direção a margem. Quanto mais nadava mais sentia que suas forças acabavam ele já conseguia ver a cesta com as flores que acabara de colher quando sentiu algo puxando suas pernas.

M’Thulu tentava se soltar mas aquele líquido negro viscoso entrava por suas narinas e boca deixando um grito mudo enquanto o levava para o fundo do lago.


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24 Re: A Filha da Escuridão em Seg Dez 12, 2011 10:33 am

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XXIV

Amanda era penteada pela mãe enquanto a Sra. Macarty a ajudava a vestir seu vestido de noiva e fazia os últimos ajustes.

- Vamos Amanda! Encolha essa barriga! – dizia Sra. Macarty enquanto puxava o espatilho.

- Ai! – gritava Amanda.

- Pronto está amarrado!

- Vamos filha, não se mexa tanto! Assim não conseguiremos terminar de arrumá-la para o seu casamento!


Neste momento a esposa do Coronel Andrew Jackson, Rachel Jackson entrava pela porta do quarto onde as mulheres arrumavam a noiva.

- Meu Deus! Como Amanda está linda! – exclamou Rachel ao entrar. – Marta, sua filha está parecendo uma princesa dos contos infantis!

- Ora Rachel! Venha aqui ajudar com isso. – respondeu Marta ainda arrumando o penteado da filha. – Fique quieta Amanda!


As mulheres arrumavam a noiva enquanto nos jardins da Mansão Fisher alguns dos membros mais influentes do estado se confraternizavam. Facilmente se encontrava o Coronel Andrew Jackson, herói na Batalha de Nova Orleans, com suas protuberantes sobrancelhas, conversando com o prefeito Augustin de Macarty, John Caldwell Calhoun, o Dr. Luís LaLaurie e o pai da noiva, tratando de assuntos políticos. Em outro lugar do jardim estavam os irmãos Lafitte, Steve Palmer, o xerife Lebeau e James Bowie.

Assim tudo corria tranquilamente, quando o noivo Thomas Fisher chegava no local trajando uma impecável casaca completa, sua cartola e abotoaduras com a mesma pirâmide da nota de um dólar, acompanhado pelo advogado Martin van Buren.

- Obrigado Sr. Van Buren pelas abotoaduras. – disse Fisher.

- Ora Sr. Fisher, é uma honra ter o senhor como um membro de nosso clube, que já conta com o coronel Jackson dentre outros.

- Como disse senhor é uma honra para mim.

- E seu irmão Sr. Fisher ele nos honrará com sua presença?

- Infelizmente meu irmão não poderá comparecer. Ele recentemente está numa viagem até a capital. Mas não tardará a estar conosco em breve. Agora senhor se me devemos nos posicionar para o início da cerimônia. Afinal és meu padrinho e amigo de velha data de meu pai.

O velho advogado concorda com um leve aceno com a cabeça e segue com Thomas e tomam suas posições.


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