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Anselm - A Sombra

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51 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 1:30 pm

Gassway

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Harpia
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Off: Só ameaçei, queria cortar ninguém não Senhor What a Face x)

Minha lâmina tocava o pescoço do homem, que se movia abruptamente abrindo um pequeno corte em seu pescoço. O Velho parecia dobrar de tamanho e se afastava da minha espada, Mostrando não desejar o combate. Pressionava-o, aproximava-me mantendo-o dentro da distância da minha espada.

Como imaginava o homem respondia no velho germânico, mandava-me abaixar a Arma, eu não o obedecia e a mantinha empunhada, uma segunda ordem gutural se seguia, e essa eu respeitava me afastando um pouco, mas mantendo-o no alcance da Lâmina.

--Não fui eu que o ataquei e estamos a sós. Quem então foi?

Encarava-lhe, Algo aplacava a vida da população a noite e este algo eu enviaria aos céus para receber o julgamento divino.

52 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 1:39 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Raciocinio + Investigação

53 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 1:39 pm

Giovanni

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O membro 'Gassway' realizou a seguinte ação: Rolar

'd10' : 2, 10, 3, 7

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54 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 1:47 pm

AlexBarros

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Anselm ao deixar o homem se afastar percebia que ele olhava através dele, como se alguém estivesse atrás do jovem.

Os olhos negros revelavam na verdade que o homem não os possuía sendo na verdade cavidades vazias cauterizadas.

"Mas o que diabos é..." o pensamento de Anselm é cortado quando ele ouve um ruído que vinha das suas costas. Ele se põe de lado para o homem e o ruído.

Das trevas um vulto vai tomando volume como se as rasgasse. E então Anselm se recorda de sua infância quando ela viera e matara todos os seus amigos e companheiros...


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55 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 2:06 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Enervava-me, minhas mãos começavam a tremer e a espada a balançar. Encarava o homem tentando controlar minha mão, Seus olhos não eram negros, ele simplesmente não tinha olhos!? Quando abria a boca para demandar uma resposta.

E então o som inquestionavel acelerava meu coração, o Ruido que a criatura emitia não me deixava duvidas. -- O que é isso?. Questionava o Homem esperando alguma resposta e logo embainhava minha espada, minha mão esquerda encostava na Adaga de Prata, mas não a sacava. Mantendo a escondida, se fosse uma fraqueza,usaria do efeito surpresa.

Dava alguns passos para trás, criando distancia entre eu e a criatura, para que assim pudesse enfrenta-la.

56 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 3:29 pm

AlexBarros

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Anselm se preparava para o combate com a criatura que por muito tempo estava trancada em sua memória. Uma brisa tocava seu pescoço e então foi seguida de uma sensação de frio percorrer toda a espinha.

Sua visão ia ficando borrada como se um véu branco fosse posto a sua frente, e então escurecendo até que o homem que estava sobre o velho mendigo surgisse a sua frente.

A criatura que povoava seus pesadelos de infância emite um grunhido bestial. Agora ele podia vê-la melhor. Era uma criatura que se assemelhava ao Caronte que ele vira em algumas pinturas gregas durante os estudos.

Suas mãos esqueléticas portavam não a foice que era retratada mas de seus dedos haviam protuberâncias que se assemelhavam a garras.

Neste momento Anselm temeu por sua vida...


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57 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 13, 2011 12:02 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Meus olhos focavam no "Monstro" que parecia ter vindo diretamente de um quadro, A Mão esquerda fechava com força, Apertava a adaga que se mantinha escondida e dava outro passo pra trás conforme a criatura se aproximava, o suor escorria pela minha testa e logo meu coração acelerava sua batida. Minha visão fechava mometaneamente e então se abria com o homem na minha frente.

Olhava para trás aonde jazia o corpo do mendigo para ter certeza que estava bém e me afastava novamente, meus olhos se prendiam nos dois monstros a minha frente, Controlava minha respiração e esperava o momento de agir.

58 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 20, 2011 7:41 am

AlexBarros

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A frente de Anselm duas criaturas iniciavam uma batalha, seus olhos mesmo treinados teimavam em não acreditar no que via. O cavaleiro lutava com os punhos contra aquele ser com instintos assassinos.

Anselm via as orbes vermelhas no local dos olhos da criatura, enquanto o cavaleiro sem olhos bravamente a combatia. O Ceifaidor com um golpe é enviado para trás, mas como se a parede fosse feita de cordas retorna com ímpeto mais furioso como um frenesi de sangue a atacar seu inimigo.

Os dois combatem por mais alguns segundos quando o Ceifador consegue cravar suas garras no abdomên do cavaleiro que urra de dor expelindo uma gosma negra de sua boca.

O cavaleiro cai prostado diante do seu algoz.

O ceifador se vira para o velho mendigo e parte com o mesmo frenesi para sua vítima. Anselm numa ação de reflexo desfere com a adaga de prata um golpe contra a criatura.

Ele sente a sua mão tocar carne neste momento. O Ceifador se contorce em dor e urra em fúria motivado pela dor. Neste momento ele olha para o jovem encarnado encarando Anselm.

Neste momento uma luz se projeta da lua em direção ao velho mendigo e nela uma forma idêntica ao velho, porém etérea se desprende do corpo. Enquanto sob os pés do ceifador mãos começam a segurá-lo.

O som dos lamentos podem ser escutados por Anselm, que salta em direção ao monstro de desfere uma sequência de golpes com a lâmina de prata. Que a cada golpe vai desfazendo uma parte daquele vulto que também é puxado para baixo pelas incontáveis mãos.

----------


- Anselm! Anselm! Onde você está!

Anselm ri, enquanto sente que não tem como vencer desta vez...
"Droga, agora que ela chega! Está sempre atrasada" - pensa.

Anselm fraco dos golpes sofridos olha para o lado, ali fazem seu mestre Ibrahim, Omar o gigante negro, Wilhem o ruivo e Abdul os quatro lutavam contra aquele homem. Apenas Shamira continuava viva e agora se aproximava. Mas parecia acompanhada.

"Maldita hora que resolvi vir para Acre!"

A frente de Anselm estava o Caçador. Um assassino conhecido por todo o império persa. Era famoso pelos trabalhos que fizera. Contruíra sua reputação nos últimos anos quando vinha caçando os integrantes do Al-Amin.

Um a um ele vinha os matando. Então o Califa Abdul, planejara esta emboscada em Acre. Os Grão-Mestres se reuníram para acabar com aquele que os caçava. Mas aquele homem possuía habilidades maiores que todos os numerários adversários.

Pela porta lateral Anselm via Shamira e um cavaleiro ocidental. Seu nome é Ablon, o cavaleiro que havia enviado a carta para Anselm a seis meses.

- Shamira, saia. Leve Anselm com você. Esta luta é minha. - diz o cavaleiro para a mestra assassina.

Anselm cospe sangue ao se levantar. Seus órgãos com certeza estão feridos sem contar que ele sente duas costelas fraturadas, seu tornozelo direito também está ferido, uma grave torção que deverá custar para recuperar. Seu estado é grave, mas ele sabe que não sairá dali vivo enquanto o Caçador estiver de pé.

A dois meses quando soube dos sentimentos que Shamira guarda por ele. Iniciaram um romance proibido e na noite anterior ela contara que esperava por um filho dele. E por isso não pode fraquejar. Deve acabar com o Caçador ou Shamira e seu filho estariam mortos antes do amanhecer.

Anselm num último sopro de energia investe contra o inimigo.


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59 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 20, 2011 3:16 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Minha mão vibrava, a cada movimento que os dois monstros travavam em seu duelo mortal, eu me esforçava para manter a adaga como efeito surpresa, Minha Ira podia esperar, iria esperar.Após um belo golpe do cavaleiro meu corpo se projetava para frente mas logo recuava, A Criatura não havia sido ferida, mas sim enfurecida e em seu acesso de raiva eliminava brutalmente seu inimigo.

Fora de controle a criatura vinha em minha direção com tudo, era esse o momento que esperava... em um movimento rapido meu braço esquerdo fazia um arco na direção do Ceifador e minha adaga se prendia ao seu torso. Ibrahim estava certo, a prata parecia queima-lo. A Criatura estava entregue a mim, sentia isso quando a mesma me encarava com seus olhos vermelhos... em meio aos seus urros de dor fazia valer minha voz, Amaldiçoava-a a queimar por toda eternidade no inferno. Minha adaga abandonava sua carne e em movimentos subitos me jogava em direção ao monstro mirando sua jugular, Multiplos cortes pela esquerda e direita desfazendo a garganta do monstro. Ignorava o que acontecia no beco, O Diabo em pessoa poderia estar ali aquela noite que eu não daria a minima. estava cego, a vingança é ainda mais divina quando feita pelas próprias mãos

------------------------------------------------------------------------

Chamavam meu nome, me envergonhava... estava sem forças para continuar... tudo havia sido tão em vão? Chamavam meu nome, não... eu cheguei até aqui e vou perdurar, tentava me erguer sem muito sucesso, usava a espada como uma bengala tosca para me manter longe do chão, meus olhos semifechados viam os corpos de meu mestre e seus aliados, meus aliados...

Cuspia sangue no chao e voltava a forçar meus braços para ficar em pé novamente, erguia-me olhando para Shamira, a voz que me despertara, e Ablon. Agora não podia me dar como vencido, talvez viesse a morrer hoje, mas não me daria como vencido; Ablon clamava para que eu fosse levado para ser tratado, gritava imediatamente enquanto encaraca o Caçador. --Essa luta é minha!. Apenas meu, dizia logo em seguida sem forças e sem ninguem ouvir.

empunhava a espada com dificuldades, baixa, não conseguiria bloquear ném um golpe se ele viesse em minha direção... mas eu não precisava bloquear, precisava apenas mata-lo. Ao preço da minha vida se necessario. --Shamira!. Dizia em voz alta enquanto respirava ofegante, --Ablon esta certo, deixe Acre... Encontramos com Você depois. Meu corpo pendia para o lado direito, eu começava a circula-lo pela esquerda. Caso Ablon fizesse menção de entrar no combate ordenava que se afastasse. Tão logo minha visão voltava a escurecer,eu não tinha muito tempo...Tudo ou Nada, O Dom da velocidade, Havia guardado até aqui para usa-lo como Trunfo, e através dele sairei vitorioso, tão subitamente enquanto encarava meu adversário partia para cima numa velocidade sobrehumana, tentando lhe cortar em dois.

Sistema:
Uso Força de Vontade para ignorar penalidades de ferimentos neste turno.

[Ataque Total + Celeridade]
Ataque com Espada= 8 Dados + 2 do Ataque total + Modificador da Espada - Defesa do Alvo

Defesa = Celeridade apenas.

60 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 21, 2011 1:54 pm

AlexBarros

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Anselm parte para o ataque total contra seu inimigo, utilizando de toda a sua vontade para não sentir as dores que consumiam seu corpo. Usando seus dons para se mover mais rápido ele dispara num golpe certeiro.

Anselm sente seu golpe tocar no corpo do inimigo, chega a vê-lo sorrir. Um sorriso febril num olhar cheio de loucura. Porém o corpo do inimigo se desfaz no ar como uma grande sombra que se funde as várias presentes no salão.




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61 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 28, 2011 11:24 am

AlexBarros

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Attack Anselm
6 , 1 , 6 , 6 , 2 , 4 , 9 , 4
--> 1 sucesso

Habilidade vampiro
8 , 8 , 1 , 3 , 1 , 1 , 5 , 6 , 6 , 9 , 4
--> 3 sucessos


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62 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jul 18, 2011 10:16 am

Gassway

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Harpia
Harpia
O Vento me carregava, por um segundo, um segundo apenas, minhas mãos estavam firmes, meu corpo estava isolado de dor. o Céu me abençoava, como se Deus corresse em minhas veias.

Foi por um segundo apenas. Sentia minha espada toca-la mas meus olhos nada viam. Ja não podia mas dizer se estava febril ou não, Meu inimigo havia desaparecido diante dos meus olhos.

Minha espada pesava em demasia, projetava meu corpo ao chão me agachando, a dor que afligia meu tornozelo voltava, minha respiração? ofegante e dificil. As costelas quebradas certamente não deveria ser ignoradas. Buscava meu adversario no salão, Desesperado.

63 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jul 18, 2011 12:09 pm

AlexBarros

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Admin
Anselm prostrado, busca no salão pelo seu inimigo, a iluminação fraca proveniente das tochas nos cantos da sala mais o cansaço e a dor dos graves ferimentos borravam a visão dos pontos distantes.

Não via mais Samira nem Ablon, com certeza ela fugira. Ele ouvia sons de combate vindos do mesmo corredor por onde Samira viera com ajuda. Um ruído seco de um corpo caindo ao chão e o combate termina.

A visão fica turva.

"Quanto tempo mais..." - Anselm pensa.

Tudo começa a ficar frio e escuro.

"Passos... passos se aproximando."

Um fio de esperança ressurge para Anselm que num esforço hercúleo tenta abrir os olhos.

- Você ainda está vivo mas seu coração muito está fraco. Posso ajudá-lo, mas haverá um preço. Está disposto a pagá-lo? - pergunta um homem de traços árabes.

Anselm fraco acena afirmativamente com a cabeça. Então sente uma dor aguda em seu pescoço e as trevas o abraçam novamente.

...

"Beba..."

...

"Já chega!"

...

"O garoto, como está?"

...

"Está terminado"

...

"Alguém sobreviveu?

...

"Só ele..."


-----------------------------


Anselm despertava, não sentia mais dor no corpo.
"Por quanto tempo estou aqui?" - pensava

Ao olhar ao redor parecia que estava num quarto luxuosamente ornado. Lençóis de seda, esculturas em ouro e prata, vasos de cerâmica chineses decoravam o ambiente. Num canto sentado um homem que ele não conhecia aparentava estar o velando enquanto dormia.

Este homem se vestia como um típico beduíno, um manto pesado marrom e seu turbante branco com uma barba longa a amostra. Ele tinha um livro em suas mãos que parecia ler com ligeiro interesse.

Ao reparar que Anselm despertara ele fecha o livro e direciona sua atenção para o jovem.








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[off]
* imagem do salão onde ocorrera o combate
Spoiler:


[/off]


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64 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jul 19, 2011 2:53 am

Gassway

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Harpia
Harpia
Samira ja devia estar longe, ela tinha que estar longe. A Medida que minha visão escurecia minha mente clareava. eu ja estava morto. Tentava me erguer, atrair o ultimo golpe, dar um fim a minha existência.

Não me arrependia de nada, se houvesse a possibilidade de pedir perdão pelos meus pecados a um padre ,não o pediria.

Buscava atrair minha morte, afasta-lo de Samira...
Não conseguia me erguer e me estabacava ao chão. Sangue. Muito sangue jorrava da minha boca, não conseguia mas respirar. Deus sabe como, mas tinha clareza o suficiente pra determinar que minha costela havia trepassado o pulmão. Apenos espero que meu filho possa nascer e que não veja o mesmo que eu. Na morte...Paz.

Não conseguia escutar direito, um homem falava comigo. Não parecia ser o homem que me matará. mas, de qualquer forma eu não estava enxergando muito bém. Seu rosto se aproximava e eu partia, partia para reencontrar meus irmãos. Ao som de um Requiem, minha vida se esvaia finalmente. Quem diria? que a morte poderia te buscar tão calmamente.

......

!? Acordava assutado, minha respiração fluia normalmente, Eu não sentia dor, Era um milagre ou havia cruzado os portões. Se questionado não saberia dizer o que era mais ridiculo.
Como se meu corpo estivesse dormente, não me movia, apenas encarava o homem, que permanecia em silencio. --Onde eles estão!?
Berrava, cortando o silêncio. Ainda sem saber o que aconteceu

65 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jul 19, 2011 9:52 am

AlexBarros

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Admin
Admin
- Boa noite meu jovem. - diz calmamente o beduíno sentado. - Ficou desacordado por três dias meu jovem. O homem que o trouxe para este refúgio não se encontra mais. Porém me contratou para guardá-lo enquanto se recuperava.

O homem faz uma pausa e coloca o livro sobre a mesa, e levantando-se continua:

- Ele deixou este livro, que eu estava lendo, para entregá-lo. Não consegui entender nada que estava escrito, mas gostei dos desenhos. Mas deixe-me ajudá-lo a se levantar...

Anselm era capaz de ouvir os batimentos cardíacos do homem, o cheiro de sangue que ele exalava fazia com que ele perdesse o controle de seus instintos.

A fome começava a consumí-lo e com isso a besta, o monstro interno gritava dentro ansiando por liberdade.

Aquele homem sem saber era a presa. Sua ganância o pusera naquela situação. Ora quem não aceitaria 100 peças de ouro para guardar um moribundo. Ele pensara em ir embora, mas não conseguia deixar o quarto. Sempre pensava "são só três dias depois irei para o melhor prostíbulo da cidade!"

Anselm como um animal faminto ao ver a presa se preparava instintivamente para dar o bote. Seria quando ele se aproximasse.

Quando o homem o se preparou para ajudá-lo a se levantar, como uma naja Anselm o imobilizou e num só movimento ele mordeu rasgando a pele do pescoço num golpe certeiro à jugular.

Sentindo o sangue quente na boca descendo pela garganta, Anselm tomado pela Besta e pelo prazer, sugou todo o sangue do homem até que ele jazia em seus braços.

Anselm sentiu a força devolta aos seus membros podendo assim se levantar. Se dirige até a mesa onde o homem deixara o livro.

Na capa escrito em latim ele lê "Os filhos de Cartago". Ao pegar o livro, um papel cai sobre a mesa. Nele estava escrito um endereço e indicava para procurar por Mohamed Al-Hussain.


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66 Re: Anselm - A Sombra em Qui Jul 21, 2011 11:02 am

Gassway

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Harpia
Harpia
Minha cabeça começava a doer, subitamente meus sentidos tomavam meu corpo, o coração do sujeito levava-me a loucura, Como eu era capaz de ouvi-lo? e por que não ouvia o meu?. o cheiro de sangue me assolava, mas ninguém sangrava. Minha visão? eu podia ver tudo daonde eu estava, num grau de detalhe impressionante.

Quando o homem falava, sua voz me cortava, Me ensandecia de raiva, eu arrancaria sua caveira para fora do corpo com o sujeito ainda vivo, era isso que sentia em meu interior, apesar de não saber por que.

Fome, meus sentidos se normalizavam conforme o sujeito se aproximava, não deve ter durado mais do que alguns segundos. Mas parecia uma eternidade, a fome me queimava por dentro e eu me sentia deixado de lado... Empurrado por algo, como se uma criatura tomasse o controle do meu corpo.

Com brutalidade, agarrava o pescoço do homem com minhas mãos e o jogava na cama, Devorando seu pescoço, sugando lhe a vida. Senti-me retornando ao controle do meu corpo apenas quando não sobrava mas uma gota de sangue no sistema do beduino. me erguia olhando para o homem seco e a cama manchada de sangue. Limpava minha boca me perguntando o que tinha acontecido. Sentia minhas presas, como se fosse um Demonio, não mas um humanio. Estaria eu possuido?

Independente, não me sentia mal pelo homem, uma raiva ainda me queimava por dentro. E a sensação de seu sangue me queimando por dentro, era... divina.

Pegava o livro em cima da mesa e notava uma mensagem, Um endereço e um nome. A Angustia tomava parte da raiva que eu sentia, o que havia ocorrido com os outros, teriam sido eles que haviam provido minha recuperação?.

Reunia meus pertences e guardava o livro comigo, Saindo do quarto para descobrir aonde eu estava.
Finalmente me dirigindo ao local em que me desejavam.

67 Re: Anselm - A Sombra em Qui Jul 21, 2011 11:42 am

AlexBarros

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Anselm seguia pelas ruas da cidade em direção ao local que indicara o endereço. O endereço era de uma livraria, toda ela cheirava a incenso e papel velho.

Um homem, vestido como se fosse o mestre dos empregados, próximo a porta o aborda dizendo:

- Já estamos fechados, apenas sócios podem entrar.

Anselm seguindo a indicação do bilhete diz:

- Mohamed Al-Hussain.

O homem sem esboçar nenhuma reação, abre a porta indicando com que entrasse e enquanto Anselm passava ao seu lado ele diz:

- Siga até a última estante, ao lado direito existe um candelabro puxe-o. A estante irá se mover e abrirá uma passagem. Desça a escadaria até o final. Não entre em nenhuma das três portas existentes no caminho. No fim da escada encontrará quem procura.

Do lado de dentro a loja era espaçosa e bem iluminada por velas e tochas. Havia um balcão com uma pilha de livros, um caderno, penas, papiros, um frasco com tinta preta e um mata borrão. Atrás do balcão uma estante com 6 prateleiras repletas com livros.

Ao lado da porta de entrada um porta chapéus com seus oito braços preenchidos. Na região do salão de leitura sombras constantemente se moviam.

Da entrada ele contava mais 13 estantes até o final da sala.


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68 Re: Anselm - A Sombra em Qui Jul 21, 2011 1:38 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Eu ainda me encontrava em Acre, Confuso pelas circustancias em que eu me encontrava, buscava o local escrito na mensagem atravessando vielas e locais escuros. Não desejava encontar ninguem no meu caminho.

Aproximava-me de uma livraria, Agora sabia que quem eu buscava era um homem de posses, ao ter minha passagem negada por um mero servo, um som saia seco da minha boca. -- Mohamed Al-Hussain.

Ao ter a passagem aberta eu adentrava e ignorava as palavras do homem, dava passadas largas e ia até o candelabro especificado. para então seguir as instruções que me foram dadas.

69 Re: Anselm - A Sombra em Sex Jul 22, 2011 4:24 pm

AlexBarros

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Após descer dois lances de escadas em espiral, Anselm se chega a um grande salão esculpido em rocha, iluminado por um sistema de canaletas com óleo.

A sala é do tamanho de toda a loja, algumas pilastras dão sustentação. uma dúzia de estantes formam um dodecaédro o desenho da sala. A área é mobiliada com doze mesas com um par de cadeiras colocadas próximas as estantes.

No centro, um casal estava de pé conversando. Param a conversa ao repararem que o jovem entrara no salão.

- Mohamed Al-Hussain. - diz Anselm.

O homem dá um passo a frente e diz:

- Anselm, a sombra de Jerusalém. Eu sou Mohamed Al-Hussain.

A luz ilumina o rosto do homem, que é marcado com a típica pintura dos Medjai.


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70 Re: Anselm - A Sombra em Dom Jul 24, 2011 2:56 am

Gassway

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No meu intimo eu queria matar todos, destruir todas aquelas estantes, e sugar o sangue do criado da entrada. Era eu ou o Demonio que queria tudo isso? Não sabia dizer, mas minha hostilidade ficava clara apenas de olhar para mim. E eu não me importava com isso. Dizia o nome mais uma vez e um homem se destacava dando um passo para frente. Ele me conhecia como ja era de se esperar. Eu o encarava e logo soltava meus olhos para examinar a mulher que o acompanhava.

--Onde está Ablon e Samira?

Me aproximava agarrando o pescoço do homem com o braço esquerdo e lhe encarando. --O Que aconteceu no salão!?

Gritava, desejando respostas.

71 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jul 25, 2011 8:22 am

AlexBarros

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O homem, com um olhar demoníaco, segura o braço de Anselm forçando-o a soltá-lo. A força que ele demonstrava era imensa. Algo que Anselm jamais havia confrontado.

- Domine sua fúria, garoto! - gritava o homem. - Ainda é uma criança para mim. Demonstre respeito! Não irei falar mais que uma vez sobre isso.

A tom abissal que tomou conta da voz daquele homem, fez com que Anselm freasse seus impulsos por algumas frações de segundos o suficiente para o homem se soltar.

Enquanto isso a mulher que ficara atrás dele acompanhava a tudo.

- Acho que já demonstraram toda a sua natureza de macho dominador não é? - ela falava em tom irônico. - Porém meninos, EU sou quem manda neste lugar. Não tolerarei esse tipo de comportamento de nenhum dos dois. Garoto, deve aprender a controlar esse animal dentro de você. Para isso está aqui.

Ela sai de trás do homem, então Anselm consegue ver seu rosto com nitidez. A pele dela é branca, como cera. Se estivesse parada pareceria uma boneca de porcelana de tamanho natural. Seus olhos eram negros como uma noite sem estrelas e sem lua. Seus cabelos negros eram lisos e longos.

- Respondendo sua pergunta garoto. Ablon está morto, enquanto sua amiga... não sabemos qual sorte ela teve. Você foi salvo. Transformado numa criatura mais poderosa que os humanos. Você carrega agora uma maldição de nunca mais ver a luz do sol. Se tornou um ser da noite.

Ela faz uma pausa. Olha para o jovem, para ver se tinha a sua atenção.

- Você foi encontrado morrendo. Mas como membro dos Al'Amin de desenvolvimento mais notável até agora, nosso grande líder o Califa. Nos deu ordens de salvá-lo a qualquer custo.

O homem atento a Anselm, pois possuía a mesma fúria interior que Anselm. Continuava a segurá-lo pois não sabia qual seria a reação do garoto a estas revelações.

- Você teve a sua existência mantida. Como deve saber, sangue dos humanos é o que nos mantém vivos. - diz o homem.

- Aham! - interrompe a mulher - O que enfrentou era um ser como nós somos, um vampiro. Por isso não conseguiu vencê-lo. Até poderia vencer um de nós, se ele fosse jovem como você. Ou seja com muito poder, mas sem controle de sua força. Aquele maldito era um de nós até se corromper pela besta interior e deturpar o caminho. Devemos proteger os mortais e nos manter às sombras.

Ela mais uma vez faz uma pausa, desta vez com o olhar distante, mas rapidamente retorna a falar:

- Anselm como todos mortais, nascem de um pai e mãe. Este homem na sua frente é algo similar. Ele é o seu "pai", pois ele o tornou um de nós. Por isso, deve aprender com ele as nossas leis. Deve ter respeito a ele pois o seu destino está ligado ao dele. Senhor e discípulo, Mestre e aprendiz. Assim deverão ser. Bem vindo ao círculo interno do Al'Amin.

Neste momento um homem que até agora não havia sido visto por Anselm sai das sombras. Sua aparência era repulsiva, monstruosa. Sua pele branca e retorcida pelos braços. Seu rosto era cadavérico, seus olhos duma cor amarela como ouro.

- Então este é o jovem... Muito bom conhecê-lo garoto. Me chamo Queóps. Sua amiga, que possui o mesmo nome de nossa líder temo informá-lo, está com nosso inimigo. Meus informantes me disseram que ela foi levada por ele. Não sabemos ainda qual o seu intuito em levá-la consigo. Mas estamos buscando mais informações a esse respeito.


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72 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jul 25, 2011 10:14 am

Gassway

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Harpia
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Como um boneco, Al-Hussain tomava controle do meu braço e me encarava. Olhos demoniacos penetrantes, teria sido eu levado ao inferno?. Meu sangue fervia o encarando, e meus dentes, minhas presas se destendiam e ficavam a amostras. Eu podia sentir que o simples ato delas se amostrarem era uma forma de me proteger, como um animal selvagem em frente ao perigo.

O Homem berrava, chamava-me de criança, mas antes que lhe pudesse responder a mulher nos interrompia.

Aqueles que eu chamaria de mestres, morreram na minha frente, porém ela se atrevia a se chamar como tal, seus labios vermelhos contrastando com sua face eram hipnoticos, e os assistia em movimento enquanto falava, Fazia referencias a "Fera". A Criatura que eu sentia tomando posse de meu corpo. E logo após me responder, dizia o incabivel e o que eu temia, não era mas humano.

Destroçado, Palavras simples haviam me abatido, Al-Hussain segurava meu braço, mas eu não reagia. apenas levava minha mão ao meu peito. O Coração não mais batia, como fora evidenciado ao despertar. não sentia meu sangue fluir. Não sentia calor ou frio. Que eu não passava de um corpo possuido se evidenciava apenas agora.

A Mulher mantinha-se dizendo coisas que talvez eu não quisesse ouvir. Logo que terminava eu me desvencilhava do homem que havia me almadiçoado e os dava as costas, afastando me com alguns passos para só então voltar a atenção.

--Isto é Al-Amin? um bando de demonios!?

Muito sangue foi derramado, mais do que deveria, sob Al-Amin e Ibrahim, eu nunca hesitei em cumprir meu dever, mas para que fim? Não passamos de peças empregados por Demonios?.
Como a mulher havia dito, Minha "Salvação" nao passava de uma maldição, Esconder-se do sol para viver entre Demonios.

--Era melhor eu ter morrido com os outros!. Berrava encarando o homem que havia me amaldiçoado ao estado criptico.

Meu sangue não fluia no meu corpo, apenas a Ira. Fúria. Sentia que era eu a alimentando, Não a tão chamada Fera que havia devorado o homem mais cedo.

Tão logo após o meu berro um Leproso se apresentava perante mim, Podia sentir, que se tratava de outro monstro... Fazia nada para esconder suas deformidades e ném andava com guizos. Queóps era o nome com o qual se apresentava. Repulsivo apenas na aparencia, O Unico no salão que dizia o que eu desejava ouvir.

--Onde ela está!?

Aproximava-me sem hesitar.

--Voce deve me levar até ela!

73 Re: Anselm - A Sombra em Qua Jul 27, 2011 1:29 pm

AlexBarros

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O homem deformado, ao reparar a aproximação do jovem, fala:

- Garoto, deve aprender duas coisas nessa sua nova existência. A primeira é que o tempo é seu aliado. A segunda é aprender com os mais velhos. Essa sua postura de desafiar a todos tentando impor a posição de líder da matilha, conosco não irá funcionar. Será apenas mais fácil de manipulá-lo.

Ele olha para os outros dois, mais diretamente para o homem.

- Isso já deveria ter sido falado para ele. - ele volta a olhar para o jovem - Mas como você seu mestre possui a mesma postura. Como eu digo de animal de rinha.

Ele assume uma postura mais imponente.

- Então um conselho garoto. Aprenda a se controlar, sei que é contra a sua natureza mas é a melhor coisa a se fazer. Quanto a levá-lo a sua amiga... se soubéssemos onde ela se encontra também saberíamos onde seu raptor está. Como não sabemos onde ele está... Precisamos reunir mais informações para poder rastreá-lo.

Samira, que estava ouvindo a tudo atenta complementa:

- Devemos nos preparar para os acontecimentos da cidade. Devemos apresentar Anselm aos outros integrantes da cidade. Bem como nomear um de nossos representantes para o cargo de Xerife da cidade. Como Queóps não aceitaria tamanha exposição e Mohamed deverá partir para Jerusalém em breve. E eu já faço parte do Senado. Anselm não confio em nenhum outro membro sem ser de nosso grupo para indicar, vou indicá-lo para o posto.


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Aleph Rötgrafen


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