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Anselm - A Sombra

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26 Re: Anselm - A Sombra em Ter Abr 19, 2011 6:51 pm

Gassway

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Harpia
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No final de tudo era outro teste, Ibrahim sempre tinha mais um teste...

--Ele teve sorte de não estar com o rosto em pedaços agora.

Dava as costas para ibrahim e circulava a sala enquanto ele falava, me virava de frente para ele novamente com os braços apoiados em uma das cadeiras.

--Essa noite? Talvez eu ja tenho ouvido algo, mas nada esclarecedor, quem é Al-Amin?

Se o mestre se mostrasse de boa vontade... também lhe questionaria sobre quem hoje em dia tem a petulância de usar a velha Aguia de Roma, mas manteria a carta em segredo, O presente era mais importante que o passado.

27 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 7:00 am

AlexBarros

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Ibrahim sorri ao ouvir as palavras do jovem:
--Ele teve sorte de não estar com o rosto em pedaços agora.

- Meu filho, Al'Amin não é uma pessoa. Al'Amim é um grupo. Grupo ao qual esteve sendo preparado para um dia poder fazer parte, se unir as suas fileiras. Desde antes da noite que o abriguei até o dia de hoje esteve sendo observado. Como todas as pessoas da cidade santa o são.

Ibrahim olha para o jovem, o sorriso desaparece de seu rosto, seu olhar e as linhas do rosto assumem características severas enquanto se levanta.

Sua postura é totalmente diferente a qualquer outra que Anselm já tivesse visto. O velho Ibrahim emanava uma energia como se nada o pudesse subjugar ou tocar. Era uma sensação ruim, intimidante. Então ele se vira para o jovem e num tom de voz muito sério, como se de suas palavras estariam o segredo da diferença entre a vida e a morte.

- Anselm, o homem contra quem travou armas... Bem... - o olhar de Ibrahim volta a ser o amigável de sempre. - Não se preocupe, meu filho. A despeito de tudo o que falam, eu acredito que estás pronto. Então esse é um dia de felicidade para minha casa. Enfim teremos um sucessor para minha posição. Somente lhe peço que responda apenas as perguntas que forem diretamente feitas a você, não se esqueça disso.

Ele olha para o jovem e repete as últimas palavras:
- Responda somente quando lhe for diretamente perguntado sobre algo. Os líderes não gostam de aspirantes com posições ideológicas definidas, aspirantes são as pontas da flecha, não a mão que segura o arco. Compreendeu meu filho?


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Aleph Rötgrafen


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28 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 11:24 am

Gassway

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Harpia
Harpia
Continuava relaxado e apoiado na cadeira enquanto era lecionado por Ibrahim.
logo lhe fazia uma reverencia com a cabeça. --Será uma honra continuar seu legado.
Suceder Ibrahim seria um tarefa dificil, mas que estava em minha altura. Ibrahim me honrava ao deixar testes de lado e me julgar como pronto para tal tarefa.

--Compreendido mestre, só falar ao ser questionado.

Lhe reverenciava mais uma vez para deixar a sala, mas antes de sair fazia mais uma pergunta. --Mestre, você pode responder uma duvida?

--Quem ou Que grupo usa a Aguia de Roma como simbolo?

Sendo respondido ou não, me retirava da sala e ia me preparar para o encontro noturno.

29 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 12:27 pm

AlexBarros

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A pergunta que o jovem fizera ao sair sem olhar para trás removeu completamente o sorriso de Ibrahim do rosto. Então as suspeitas eram verdadeiras, existiam ainda seguidores do Império Morto.

Mas como o garoto poderia saber alguma coisa. Haviam estudado sobre ele e a família. Sua família era uma família simples, comum. Por isso o jovem era uma boa escolha. O assassinato de seu pai, a morte da mãe. Foram planos muito bem orquestrados e executados. Nenhum crime poderia recair sobre ele ou aos seus aliados.

Mas agora o garoto com essa pergunta...

Ibrahim passou a tarde toda em casa, enviou o jovem mensageiro para a loja e informou que ele não iria hoje. Seus pensamentos o consumiam. Qual o detalhe que deixara escapar. Ele escolheu minuciosamente o garoto. Usou a sociedade para testá-lo algumas vezes, antes mesmo de recrutá-lo.

A noite quando o grupo do garoto foi massacrado. Um plano para ver se o garoto realmente corresponderia. E ele correspondeu, tanto que começou seu treinamento no dia seguinte.

Perdido em seus pensamentos, Ibrahim nem percebe a tarde passar. Quando começa a anoitecer, ele retorna de seu transe. Rapidamente ele vai para seus aposentos e se arruma. A ocasião pede todo um vestuário diferente.

Ele veste seu colete acolchoado sobre uma camisa mangas compridas branca feita de seda e uma calça de couro negro, por sobre o colete veste uma túnica branca com capuz que deixa caído. Prende os braceletes, calça as botas afivela o cinturão sobre uma faixa vermelha. Por fim arruma sua capa de um braço só branca com fundo vermelho.

Pega uma caixa num fundo falso de seu baú, de lá tira uma espada curta, uma adaga e um colar, o colar ele coloca em seu pescoço. As adaga ele prende ao cinturão. A espada ele põe sobre a cama. Retorna ao baú e retira uma caixa empoeirada, pega a espada na cama e sai com a espada e a caixa indo em direção do quarto do jovem.

- Anselm, Anselm... abra a porta! - diz a porta do quarto do jovem.

Quando o jovem abre a porta ele entrega a caixa e a espada e diz:

- Vista isso. E leve essa espada consigo. Lhe aguardo no jardim dos fundos da casa. Não se demore.

E sai.

Anselm abre a caixa, dentro havia uma calça branca e uma camisa de linho branca, um colete acolchoado, uma túnica branca com capuz, botas,luvas, uma faixa branca e um cinturão, com o brasão da adaga de Ibrahim como fivela, e vários locais para se pendurar adagas, um cinto com bainha para espada curta.


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30 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 12:58 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Interpretava o silencio de Ibrahim como um claro "Não". deixava a sala de leitura e me acomodava dentro do meu quarto.

Pela expressão de Ibrahim anteriormente, eu sabia que essa noite seria determinante para os dias que viriam, Assim como foi aquela noite que o terror tomou conta de meu corpo. Eu deveria esquecer todas as questões e focar apenas no presente.

Isolado em meus aposentos eu meditava, Afiava minha mente para que ao por do sol, ela pudesse cortar qualquer inimigo que se apresentasse.

Passei horas no profundo silêncio, Com a mente limpa. O Mestre cortava esse silêncio enquanto batia na porta. Ele estava vestido de maneira especial, certamente algo para a Ordem. Me entregava um bau e uma espada, Por costume a primeira coisa que eu fazia era avaliar a arma, saber se eu poderia contar com ela. Logo após analisava a vestimenta.`
Era semelhante a roupa que Ibrahim usava, mas não igual. A Vestimenta parecia ser util, com inumeros locais para armas e objetos, viria a calhar.
Vestia-me com pressa e me armava. Por fim cobria minha cabeça com o capuz, Estava pronto... ia em direção ao jardim para alertar o mestre.

31 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 1:35 pm

AlexBarros

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No período que Ibrahim aguardou Anselm chegar. Ele temeu, temeu por estar errado. Será que o jovem não estaria pronto? Quando se atentou nos pensamentos. Ele tratou de removê-los. Dentro de poucos instantes o jovem estaria com ele.

Anselm não demorou muito, e logo estavam se encaminhando para o local da reunião. Caminhavam em silêncio primeiro Ibrahim e logo atrás Anselm, até que Ibrahim quebra o silêncio dizendo:

- Afaste-se de Roma. Não se pode seguir dois caminhos antagônicos. Não mais tocarei neste assunto contigo. - disse sem ao menos olhar para o jovem.

Eles caminham por mais alguns minutos e chegam a um armazém. Ibrahim abre uma porta, se vira para o jovem e indica para ele entrar.

Eles entram no grande espaço do armazém do lado de dentro estavam quatro pessoas os aguardando. Todos se vestiam como Ibrahim. Após alguns minutos em silêncio um homem entra pelos fundos, ele se veste diferente de todos os outros. Com um gesto Ibrahim indica para que o jovem fique parado, então os cinco "mestres" o reverenciam.

O homem levanta o capuz de seu manto, que é completamente branco com o símbolo da ordem bordado na frente cobrindo todo o peitoral, revelando quem era. Para espanto de Anselm o homem era o mesmo que havia o seguido naquela manhã.

Os cinco mestres se afastam deixando o jovem frente a frente com o homem.

- Jovem Anselm, aproxime-se. - diz o homem.

Anselm repara que os mestres se entre olhavam neste momento, parecia que algo não estava saindo como era de costume. Ibrahim, quando deu sinais de que iria falar algo é interrompido pelo homem.

- Seu período de tutela do jovem já terminou Sombra do Deserto. Julgou que o jovem estava pronto ignorando meu conselho. Convocou os mestres das areias para apresentá-lo a sociedade, indo contra meu julgamento. Então Ibrahim cale-se! - essas últimas palavras foram tão fortes que ninguém no local ousou falar ou se mexer - Setas não são as mãos que guiam o arco.

O homem olhou para o jovem e pacientemente diz:

- Aproxime-se e apresente-se. Eu sou o Califa Abdul Hussain.


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32 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 2:18 pm

Gassway

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Harpia
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Eu podia sentir o temor de Ibrahim, Temor de que não fosse minha hora. Tentava esconder de mim, mas quando você conhece alguém desde Criança se torna dificil esconder as coisas. O Silêncio nunca me incomodara, mas o clima dessa noite certamente nos trazia desconforto, Minha pergunta que havia feito na sala de leitura era finalmente respondida.
--Temo que Roma não vai ser enterrada sozinha.
Lhe respondia, mas não argumentava. Como ele disse não tinha o que ser conversado, o silêncio retornava a nossa caminhada, junto com o clima desconfortavel.

Entravamos num grande armazém, provavelmente um ponto de encontro tipico para manter as coisas despercebidas. Quatro homens vestidos como Ibrahim nos aguardavam, um quinto homem entrava e era reverenciado.

O Mestre de meu Mestre era o homem que me perseguira pela cidade santa durante a madrugada, no meu interior fervilhava o combate, Suprimia tais sensações e voltava a me concentrar. O homem não era um inimigo.

Era emitida a ordem que eu deveria me aproximar e assim eu fazia, no segundo passo, o homem cortava rudemente as palavras de Ibrahim e assumia a situação. Ira, talvez ódio percorria meu corpo, naõ me era claro a que Ordem meu mestre era membro, mas não agrada nenhum aprendiz ver seu mestre sendo posto de lado, da mesma forma que não agrada a uma criança ver seu pai desconsiderado.

Apresentava-se como Califa Abdul Hussain, "Califa" Talvez representasse que era o guiador dessa ordem, tal como o titulo é usado em relação ao Islã.
Completava meus passos e me apresentava, não possuia nomes nobres, ném titulos. --Anselm.
Mas isso devia bastar.

33 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 2:43 pm

AlexBarros

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Abdul, olhava o jovem de cima a baixo. Enquanto o caminhava ele lia sua expressão corporal, o garoto não gostava da reprimenda ao seu mestre. Não importava.

- Está preparado Anselm, de lugar algum, sem mestre. - falava Abdul.

Abdul faz um gesto para um dos mestres ali presente, este se levanta e segue até um canto da sala onde havia uma mesa com uma garrafa pousada. Ele pega a garrafa retorna até o líder e lhe mostra a garrafa.

Abdul acena afirmativamente para o mestre e este se aproxima do jovem. Anselm repara que os passos desse mestre são mais suaves, leves até mesmo que de Ibrahim. Havia algo de muito diferente nele. Como todos estavam com os capuzes levantados e suas vestes eram iguais não era possível saber que eles eram.

Mas este mestre. Ele tinha algo diferente. Quando ele ficou próximo o suficiente o mistério fora desvendado não era "um" mestre mas uma mestra.

- Beba tudo. - disse ela entregando-lhe a garrafa. - Se realmente estiver preparado saberemos.

Sua voz era como um sussuro, suave e rouca. Ela era a antítese de tudo o que conhecera ali. Seu mestre fora um pai para ele, Abdul se portava como um tirano. Os outros não demonstravam ser nada mais que peões.


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34 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 20, 2011 3:47 pm

Gassway

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Harpia
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Eu estava na beira do abismo, cabia a mim não cair nele. A Escuridão do armazém não demorava a brincar com meus sentidos. Ja não mais diferenciava um do outro, eram todos as mesmas pessoas. eram todos ninguém.

Mantinha me rigido, como se ainda estivesse me apresentando aos demais, a mulher me entregava a garrafa e eu a bebia sem pensar duas vezes. era o que tinha que ser feito.

35 Re: Anselm - A Sombra em Qua Abr 27, 2011 8:16 am

AlexBarros

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Anselm bebia o líquido da garrafa, mesmo com o sabor férreo.

A cada gole, apesar do gosto forte de sangue, a repulsa diminuía. Dando lugar a uma sensação inebriante de satisfação e euforia. Era uma sensação viciante, e fazia com que Anselm desejasse mais e mais.

Ao terminar de beber todo o conteúdo da garrafa, Anselm sentia uma dor aguda em seu ventre, como se um punhal estivesse rasgando seus órgãos internos. A dor era tamanha que Anselm se prosta em posição fetal.

Os integrantes da reunião se aproximam lentamente, seus passos quase não são audíveis, porém Abdul mantinha-se imóvel na posição onde entregou a garrafa para a mulher.

Ibrahim, que também se aproximara de Anselm, o levanta. A dor quase o faz desmaiar. Mas aos poucos ela vai se dissipando, e uma sensação de que nada poderia o ferir o toma.

- Anselm, está é a dádiva que o grande Al-Amin lhe oferece. Se se demonstrar digno de conhecê-lo em algum tempo poderá alcançar novos postos. Por hora será conhecido como "A Sombra" devido ter sobrevivido a fúria da Sombra do Deserto, ou como também é conhecida a Besta do Deserto. Aguarde por novas ordens. Por enquanto acostume-se com sua dádiva ela irá estar ativa até nossa próxima reunião. Que se realizará na primeira noite da lua nova assim como hoje.

O homem dirige o olhar para os outros de diz:
- Este é Anselm, a Sombra. Ele é o nosso mais novo companheiro e segundo as tradições. Ele passará pelas reais provas de Al-Amin, portanto vós como mestres deverão ajudá-lo com conhecimento e ferramentas para que obtenha sucesso. Como nosso grão-mestre diz: "Se uma parte de nosso corpo perece todo o corpo perecerá." - Ele faz uma breve pausa e continua - Vão e sorvam a benção de Al-Amin. Sigam em paz.

Ao dizer essas palavras Abdul, se afasta se ocultando na escuridão do mesmo lugar de onde veio.


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36 Re: Anselm - A Sombra em Qui Maio 05, 2011 6:51 pm

Gassway

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Harpia
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A Bebida descia pela minha garganta como se fosse uma navalha, Mas, diferente do pensamento inicial, de afastar a bebida eu queria cada gota daquele liquido rubro, Ia ao chão sentindo uma imensa dor na barriga, tentava me levantar mas era inutil, ficava jogado ao chão sentindo meu organismo ser feito em pedaços... e derrepente o extase, a dor passará e levantava-me como se nunca tivesse ocorrido, de fato até me sentia melhor, mais vivo e mais completo.

Não sabia que Dádiva era esta, ném meus deveres. mas de fato, Era uma dadiva, isso era inquestionavel.

assistia o homem se afastando após alguns dizeres, sumia da mesma forma que havia chegado, fazia me sentir pequeno dentro do que eu acreditava de minhas capacidades. Não demorava muito e questionava meu mestre --O que é isso?

37 Re: Anselm - A Sombra em Seg Maio 09, 2011 1:08 pm

AlexBarros

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Ibrahim olhava para seu discípulo sem o olhar paternal de costume e responde:

- Vamos jovem. Terás muito tempo para perguntas pela manhã. - diz ajudando a se levantar.

Na manhã seguinte, cheio de dúvidas Anselm se encontra com Ibrahim. Que antes mesmo de trocar uma palavra se quer com o jovem aprendiz se levanta, acena com a cabeça para que o siga.
Mestre e aprendiz, seguem pela casa na direção do jardim interno, onde bem no centro havia um pequeno quarto o qual nunca Anselm ou qualquer outro na casa tivera permisão de entrar, apenas Ibrahim entrava nele e quando lá estava ninguém podia chamá-lo.

Ibrahim abre a porta e silenciosamente pede para o jovem entrar. A porta dava acesso para uma escada que os levava para um porão.

- Fique parado onde está. - Diz Ibrahim assim que terminam de descer as escadas.

Ibrahim se aproxima de uma das paredes ascende uma tocha e a encosta numa vala no alto da parede que logo queima, revelando toda a sala.

O porão todo é uma grande sala que abrange toda a extensão da casa na superfície. Não só os jardins. Na parede oposta a escada de entrada Anselm consegue ver uma porta pesada de ferro com o brasão da família de Ibrahim cobrindo toda a sua superfície.

- Esta é a sala de treinamento e estudos. Sempre que entrar aqui deixe seus sapatos nesta estante e calce uma das sapatilhas que estão ali. Neste local poderá apartir de hoje exercitar seu corpo e mente. Bem como irá aprender a preparar venenos e algum apetrecho que o ajudará em suas tarefas. Com os outros mestres que virão aqui lhe ensinarão o que precisar.

Ibrahim olha para Anselm para ter certeza de que ele está assimilando o que lhe é dito. E então continua...

- Ontem me perguntou sobre o que era. Como não foste preciso na sua pergunta então não o respondi. Mas hoje a sós poderei lhe explicar melhor sobre tudo.

Ibrahim troca o calçado e se senta numa confortável cadeira e quanto aponta para o jovem também se acomodar no local a sua frente.

- Muito bem meu filho... não sei ao certo por onde começo, por isso irei contar da forma que meu pai me contou quando passei pelo mesmo ritual que você. Nossa família a muitas gerações trabalha para um vizir da região onde os cruzados construíram al-Tira. Como ele possui muitos negócios por todo o império e dizem que ele é um amigo próximo do grande Sultão em pessoa, seu nome é mantido em segredo e seus desejos são passados pelo seu mensageiro o Califa dos Al'Amin. Este homem é indicado pelo próprio vizir a cada 5 anos.

Ibrahim faz outra pausa olhando para o jovem e prosegue.

- Mensalmente fazemos uma reunião, onde refazemos nosso juramento de lealdade à sociedade. Nesse momento a poção nos é entregue. Cada um de nós recebe uma dádiva diferente e a cada vez ela pode ser modificada, isso depende dos planos da sociedade para você naquele período entre reuniões.

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Obs: Ramallah (mais correctamente Ram Allah, que significa "Monte de Deus" ou, mais propriamente, "Casa de Deus") é uma cidade palestiniana, situada no centro da Palestina (Cisjordânia), a aproximadamente 15 km ao norte de Jerusalém. Fundada no século XII pelos Cruzados Franceses conhecida como Torre Cruzada al-Tira.
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38 Re: Anselm - A Sombra em Seg Maio 09, 2011 2:46 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Minhas dúvidas não eram respondidas, não gostava de ser deixado no escuro, mas não tomei raiva de todos aqueles homens, eu estava em extase. Sentia me aperfeiçoado, Não importa o que havia bebido, no meu intimo eu queria mais.

Após voltarmos para casa e o Sol se erguer, Ibrahim mantinha-se distante e o extase que percorria meu corpo por toda a noita passava se esvaia, Com poucas palavras era ordenado para sua sala. Anunciava-me e o aguardava. Logo era me revelado um enorme porão, uma sala de treinamento do corpo e da mente nas palavras de Ibrahim. Um lugar que me serviria bém, mas havia a necessidade de me esconder tudo isso por tanto tempo? Fazia serviços para ele desde sempre, não acreditava que meu mundo mudaria da agua pro vinho.

As respostas de Ibrahim me eram insuficientes, algo me dizia que sua explicação era mundana demais, eu não havia pedido as palavras de seu pai, mas sim as suas.

--Uma Ordem? Você também bebe aquilo? Todo mês?
Eu me lembrava de ser o unico a beber, mas sem pausa continuava com uma saraivada de perguntas.
--Que poção era aquela!? Me sinto melhor, mais forte. Perfeito.

39 Re: Anselm - A Sombra em Seg Maio 16, 2011 7:41 am

AlexBarros

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A frustração de Anselm era percebida por Ibrahim, mas como ele poderia explicar tudo para o jovem se nem ele mesmo possuía todas as respostas, ele pensava. As perguntas do jovem o ajudariam a trazer luz às dúvidas do jovem e até talvez as suas próprias.

- Sim Anselm uma Ordem. Até mesmo meus outros filhos e esposas não tem o conhecimento da Sociedade a qual faço parte. E deverão ficar na total ignorância quanto esse assunto. A Sociedade está em atividade a séculos, desde os tempos de Xerxes. Naquele tempo éramos conhecidos como os Imortais. Quando Alexandre se tornou nosso Imperador passamos a ser os olhos, braços e mãos de Alexandre, o que o permitia seguir em suas conquistas e manter o Império sob controle. Hoje continuamos com nosso propósito e continuamos mantendo o controle do império.

Ibrahim faz uma pausa, bebe um gole de água e prossegue:

- Uma vez por mês nos reunimos para passar os relatórios de nossas funções e receber novas ordens ou que sejam mantidas as ordens atuais. No final, todos bebemos o bálsamo que sela o pacto firmado na época de Xerxes. Uma bebida feita de infusão várias ervas raízes. E a cada vez que bebemos nos sentimos mais fortes, todos os nossos sentidos se fortalecem, nosso corpo recebe a energia de nossos antepassados. O tempo que ficara entorpecido pelo bálsamo foi longo por isso você não pode ver que todos nós bebíamos também. Isso é normal na primeira vez que o ingere.


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40 Re: Anselm - A Sombra em Ter Maio 17, 2011 11:12 pm

Gassway

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Harpia
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Off: Mal a demora, vamos ver se volta aquele ritmo rapido das duas primeiras paginas. e mal pelos posts magros, sou horrivel pra dialogo via forum.
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Bebia agua junto de meu mestre, enquanto o mesmo tentava tirar minha duvidas. Uma Sociedade de Sombras que cobria o Mundo a tempo o suficiente. Continuava a questionar sobre as drogas que tomavamos, Por que apenas uma vez ao mês se os beneficios são divinos? logo dava como o suficiente suas respostas, e fazia uma pergunta bastante forte. --E Agora?

41 Re: Anselm - A Sombra em Sex Maio 20, 2011 10:21 am

AlexBarros

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"E agora?" perguntou Anselm a seu mestre. Porém Ibrahim estava com seu pensamento longe, observando seu jovem aprendiz com mais calma e analisando bem seu porte e sua postura ele soube que aquele pequenino que um dia entrou em sua casa, a muito já havia crescido.

Como Anselm crescera e ele nem mesmo percebeu. Ibrahim nutria pelo jovem um amor de pai, mesmo sabendo que aquele jovem nunca poderia ser seu filho. Por quantas vezes sozinho ele não chorou silenciosamente por saber o destino pelo qual trilhara e que este jovem passaria também a trilhar.

Anselm com seus sentidos mais treinados do que quando era um menino percebe silenciosamente que seu mestre passava por perturbações. Quando porém iria perguntar sobre quais pensamentos traziam tal preocupação, a porta metálica que ficava do outro lado do grande salão.

Pela porta os três mestres entram no salão de treinamento, parando um pouco antes do tatame.

- Ibrahim, estamos aqui para passarmos a primeira das três tarefas para a Sombra. Ela está pronta? - Pergunta a mulher que estava entre os dois corpulentos homens.

Ibrahim olha para os três. E acena com a cabeça afirmativamente.

- Se aproxime jovem. - fala o homem a direita da mulher, sua voz é grossa e firme como um rosnado de um cão feroz.

O outro homem retira das costas uma mochila que põe no chão.

Anselm se aproxima dos três, agora ele consegue ver seus rostos.

A mulher não aparentava ter mais que sua idade, era morena de traços suaves. Seus olhos eram negros como a noite e mostravam-se mais atentos que na outra vez que cruzaram com os seus. O homem da voz forte era negro, alto, com uma cicatriz que descia pelo pescoço em direção ao peito seus cabelos eram completamente raspados como se fosse calvo, também notara que ele não apresentava pelos no torço nem nos braços. O último também era forte e robusto, mas era branco, um típico europeu, barba e cabelos ruivos, olhos verdes que pareciam estar todo o tempo dispersos.

- Anselm, não é mesmo? - pergunta o homem ruivo, sua voz era a face inversa da do outro homem, era gentil e baixa. - Aqui estão os equipamentos que irá necessitar neste trabalho. Ele é simples. - falava o homem entregando a mochila para Anselm.

Ibrahim que estava um pouco afastado se aproxima do grupo.

- Anselm, sua missão é de certa maneira simples. Temos relatos de que alguns moradores da cidade que vivem próximo ao muro das lamentações estão caindo doentes e apresentam sinais de loucura temporária, eles ainda relatam que a besta do deserto que está os atacando. Sua tarefa é descobrir a veracidade desta informação e resolve-la..

- Para isso estará levando consigo os seguintes equipamentos: uma adaga de prata, esta camisa de armadura de correntes de prata, estas garras de escalada também de prata. - Diz o ruivo retirando os equipamentos da mochila. E continua. - Bem como um frasco de água santificada.

- Vou lhe dar um aviso. Caso encontre-se com a besta tente levá-la para algum local fechado ou estreito, ela é mais corpulenta que um homem e restringir seus golpes será o melhor que você poderá fazer para diminuir a vantagem dela em relação a você. Isto é se for realmente a besta do deserto. - adverte o homem negro.

- Terás dois ciclos lunares para concluir tal tarefa. Até lá nenhum de nós irá ajudá-lo nem mesmo seu mestre. - diz a mulher.


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42 Re: Anselm - A Sombra em Seg Maio 23, 2011 1:15 pm

Gassway

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Harpia
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Ibrahim estava perdido em seus pensamentos, apresentava-se sem direção. Tive poucas oportunidades de ve-lo passar por tais situações e normalmente as atravessava se isolando de todos da Casa para pedir conselhos ao seu Deus. Mas agora eu havia sido escolhido como Herdeiro, indo além de seu sangue e estreitando nossos lassos. Mas antes que pudesse lhe oferecer a possibilidade de dividir seu fardo o portão rangia. e meus olhos rapidamente se focavam em sua direçao.

As pessoas que se mostravam relacionadas a Ordem não me agradavam, Minha visão sobre eles era hostil e desagradavel e parecia faze-los pensar o mesmo. Aproximavame como ordenado e observa-va o grupo, talvez parte da antipatia mutua fosse nossa cor, me agradava ver outro Europeu e parecia agrada-lo saber que não estava sozinho, a diferença de tratamento era visivel. Enquanto Ibrahim passava suas ordens, eu analisava a bolsa que o homem me entregará. Armas exóticas e uma proteção. Armas tão exóticas como o ordenado, "Besta?". As palavras saiam da minha boca indagando o que havia sido dito, infelizmente não parecia ser uma metafora.

--Por que toda essa prata? Não seria o ferro mais eficiente?

Perguntava a Ibrahim e era interrompido pela mulher, que dizia até quando devia cumprir a missão e que ninguém ajudaria, respondia rapidamente --Já estaria ajudando se ficasse calada até la então.

43 Re: Anselm - A Sombra em Qua Maio 25, 2011 10:13 am

AlexBarros

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A resposta intempestiva de Anselm fora sentida como um punhal cravado nas costas por Liandra. Até então nunca ninguém houvera sido tão rude para com ela em toda a sua vida.

O desconforto geral era quase palpável. Ibrahim olhava para seus velhos companheiros e seus olhos pararam na jovem Liandra. O olhar dela passara da perplexidade com a resposta para um frio glacial.

- Anselm, a prata mesmo não sendo indicada para a confecção de armas existem bestas que não são feridas por aço. Essas bestas são melhor conhecidas no ocidente e nosso companheiro ocidental, nos trouxe o conhecimento de que tais bestas são suscetíveis à prata. Agora jovem aprendiz siga sua jornada.

continua...

[off]
AlexBarros efetuou 3 lançamento(s) de dados d10 (Imagem não informada.) :
10 , 9 , 2
[/off]


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44 Re: Anselm - A Sombra em Qua Maio 25, 2011 10:41 am

AlexBarros

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As palavras de Ibrahim, "...siga sua jornada" fazem com que Anselm se recorde da carta que havia recebido com o convite para ir a Acre. Algo dizia para Anselm que muitas respostas lá estariam em Acre.

- Não se esqueça meu jovem, não dê espaço para a besta. Mantenha-se sempre próximo a ela. E se precisar fugir corra a favor do vento para não ser farejado. - A voz potente do homem negro o trouxe de volta.

Ibrahim faz um sinal afirmativo com a cabeça para seu jovem aprendiz e os mestres se afastam do jovem se dirigindo todos para pontos diferentes do salão de treinamento.


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45 Re: Anselm - A Sombra em Qua Maio 25, 2011 6:04 pm

Gassway

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Harpia
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O Silêncio e as expressões que se formavam na sala não me agradavam, se o respeito ou temor não lhe me fosse dado caberia-me arrancalo com minha capacidade superior.

Ibrahim quebrava o silêncio respondendo-me o por que da pomposidade de eliminar inimigos utilizando-se de prata,"boatos!?" eu questionava silenciosamente no meu intimo, Tratariam de me utilizar como cobaia nessa informação tida como valiosa que veio além d'outro mar. Como uma simples ferramenta, mas eu ensinaria-os que essa ferramenta tem um valor alto.

--Que a paz estejam com vocês. Afirmava o gesto e me despedia dos senhores que se espalhavam pelo salão, Rapidamente me retirava do local para os meus aposentos, prepararia-me para espreitar por Jerusalém e confirmar os boatos. Lembrava-me que essa Fera aparece apenas em noites de Lua. Precisava concluir a tarefa ainda no primeiro ciclo por segurança.

46 Re: Anselm - A Sombra em Seg Maio 30, 2011 7:39 am

AlexBarros

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Anselm passara o dia se preparando para a sua primeira incursão na sua caçada pela besta ou o que quer que fosse. Ele havia pensado em partir ao anoitecer uma vez que suas recordações ele tinha a informação do aparecimento noturno da mesma.

Ibrahim durante todo o dia não fora encontrado por ninguém, ele saíra tão logo a reunião havia terminado sem informar a ninguém qual era o seu destino.

Então naquela noite munido dos equipamentos que lhe foram entregues ele parte para a região próxima ao muro das lamentações.

Ao chegar lá Anselm se depara com algo que a muito não era sua realidade. Várias pessoas abandonadas, sujas sem ter o de comer. Pessoas que não viviam mas sim sobreviviam. Estavam a parte da sociedade eram sub humanos.

Muitos estavam fracos demais para se moverem então ficavam num estado de sono que o próprio corpo se induzia para poupar energia e manter-se vivo.

Haviam homens, mulheres e crianças. Famílias que sofriam desta sorte. As primeiras horas da noite nada de estranho acontece.

Quando a lua chega no seu ponto mais alto e Anselm já estava combatendo o sono que vinha da espera entediante um ruído o desperta. Silenciosamente a sombra se dirige em direção a origem do ruído um beco próximo a ele, para onde um mendigo havia seguido para dormir.

Ao se aproximar Anselm vê uma pessoa grande de costas mas não consegue reconhecer suas vestes, pois a escuridão iludia seus olhos. Mas a silhueta era de uma pessoa grande ajoelhada numa só perna com a outra por cima de um corpo ao chão, com certeza, deduzira Anselm, o do mendigo que fora dormir ali.


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47 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 06, 2011 3:04 pm

Gassway

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Harpia
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Meu cômodo era simples, mas confortavel. Separava o equipamento prateado que me havia sido entregue em um canto qualquer e logo botava-me a pensar, Uma minha parte racional desejava sair imediatamente para reunir os boatos locais, O Meu instinto dizia para esperar, guardar minhas energias para uma noite gloriosa. Confiava em meu instinto, como me fora ensinado. Enquanto esperava o Sol dormir, me banhava e meditava em meus aposentos. Afiava a minha mente e começava a me preparar enquanto o sol se punha. Vestia-me com a malha de prata e me cobria escondendo a armadura com meu veste tradicional. Prendia a minha Espada na cintura, junto com a Adaga de prata. prendia também o frasco com a agua, mas por curiosidade de por que haviam me entregue aquilo do que por acreditar. Deixava a casa de Ibrahim em silêncio, caminhando a passos largoas até o Muro das Lamentações.

A Tranquilidade do local me entediava, apenas mais uma noite nas ruas de Jerusalém, eu sabia bém como era isso, Pessoas que não haviam sido em nada agraciadas por Deus. O Tédio era quebrado por um ruido irritante, ao qual eu prontamente respondia. A Escuridão enganava minha visão, mas ja bastava o que eu podia assistir. Brandia e apontava minha espada, anunciava de maneira poderosa. --Quem és tu? Revele-se!

Off:Meditar é Autocontrole + Raciocinio, me da bonus caso eu tente teste de moralidade a cada 4 sucessos (4 sucessos = +1). Cada teste dura 30 minutos, como eu tive o dia inteiro meditando... nao rolei os dados e deixo pra tu decidir se eu vou ter algum bonus. Caso precise usar teste de moralidade, o que parece ser o caso What a Face

48 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 06, 2011 3:31 pm

AlexBarros

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Aquela pessoa parecia uma torre sendo construída instantâneamente aos olhos de Anselm. Nunca vira homem tão grande em sua vida.

Anselm estava preparado, havia repassado várias vezes seu treinamento e sua missão. Não havia com o que se preocupar, nada iria abatê-lo. Ele sabia que estava preparado.

Mas toda a preparação, nem todo auto-controle, haviam o preparado para aquilo. O homem se virou e deixou cair um punhal ao lado do velho mendigo. Aquele homem possuía o olhar dos mortos.

Suas órbitas eram completamente negras como se fosse pintada de nanquim. Sua pele alva contrastava com a escuridão de seus olhos dando-lhe um aspecto macabro. Seus cabelos eram grisalhos longos e lisos na altura cortados na altura do queixo.

Ele trajava um camisão de elos de metal preso a cintura com um cinto de couro, calçava luvas e botas de couro e uma capa escura. Ele trazia consigo uma espada longa na bainha que pendia ao seu lado esquerdo ainda presa.

Na sua mão esquerda ele mantinha um frasco pequeno que ia tampando enquanto se virava para o jovem que havia o abordado.

- Hvem er du lille mann*? - diz o homem. Sem saber se o jovem o compreendia.






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Quem é você homenzinho? - traduzido do norueguês
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49 Re: Anselm - A Sombra em Seg Jun 06, 2011 10:30 pm

Gassway

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Harpia
Harpia
Seus olhos eram negros como a noite, Seu rosto tinha um aspecto de morte. Ja era velho com cabelos grisalhos, Talvez estivesse doente. é devia estar, mas o que então um homem doente fazia nesse beco? para infligir dor aos pobres...

De forma alguma eu sou baixo, considero me alto, mas, o Velho era quase dois, seu olhos me diziam que sabia usar sua espada. Ele vociferava em uma linguagem que eu muito mal entendia. Rugia em Germanico lhe respondendo enquanto minha espada encostava agressivamente seu pescoço.
--AJOELHE-SE!

Ordenava enquanto lhe encarava nos olhos.

(Intimidação, mesmo que ele não entenda a ordem... se possivel Força de Vontade.)

50 Re: Anselm - A Sombra em Ter Jun 07, 2011 8:22 am

AlexBarros

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As palavras proferidas pelo jovem em ar de ordem haviam sido compreendidas pelo homem. Mas o garoto fora precipitado se aproximando com sua espada em punho.

A velocidade do jovem surpreende o homem. Mas assim como o garoto ele também tinha surpresas, ele retesa seus músculos e mesmo sofrendo um pequeno corte ele consegue ganhar um pequenino espaço.

O jovem exalava o cheiro da inexperiência arrogante. Como todos os jovens com quem trocou espadas. Mas dessa vez ele não estava ali com esse propósito. Ele deveria agir rápido então:

- Abaixe sua lâmina jovem. Não estou aqui para combatê-lo. - responde no idioma falado pelo jovem com uma voz tranqüila, se desvencilhando do jovem demonstrando uma vontade inabalável, talvez adquirida com os anos nos campos de batalha.

Anselm surpreende-se com a força do homem que sem muita dificuldade se liberta de seu ataque. E aparentemente ficara mais alto e forte agora aparentando ser um gigante com feições animalescas.

- Vim aqui salvar este homem. Não matá-lo. - Falava agora o homem com uma voz grutural que contrastava com a serenidade anterior.


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