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Tivadar Haugen - O Cruzado

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51 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Ter Jun 21, 2011 9:23 am

Giovanni

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Um leve sorriso de escárnio aparece na face de Tivadar.

-Que você não tinha honra eu já sabia Phillip, mas que era tão sujo e tão baixo... Você não tem mais direito de ouvir ou de se queixar. Você é meu agora.

Tivadar ergue sua espada em guarda. Espera que Phillip o ataque para então revidar com um golpe no pulso.

Os movimentos seguintes de Tivadar com a espada parecem uma dança macabra, banhada à sangue e gritos distorcidos por novas dores causadas pela lâmina afiada da Domhnall.

Tivadar tomava cuidado para não matar Phillip. Ao término de sua dança, Tivadar olha para Phillip, se aproxima, levanta o moribundo e manda que dois homens o segurem de pé.

Então, se aproxima o suficiente para que Phillip ouça o que ele fala.

-Ainda não acabou.

Tivadar, que empunha Domhnall abaixada, apoia sua ponta no abdomen de Phillip e força a espada para dentro enquanto se afasta do corpo.

O ódio que exalava pelos olhos amedrontava os soldados que seguravam Phillip pelos braços.

Tivadar então desfere três golpes em sequência.

Nos dois primeiros o moribundo cai ajoelheado, os braços, separados do corpo, descançam nos braços dos soldados banhados pelo sangue. No terceiro golpe a cabeça de Phillip de Marselha rola por sobre o peito e cai no chão, em frente à Tivadar.

Ele então pega a cabeça de Phillip e a levanta para que todos possam ver.


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52 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Sex Jun 24, 2011 8:54 am

AlexBarros

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Muitos dos homens se surpreendem com a selvageria do seu líder. Com isso vários deles vomitam ao presenciarem tamanha carnificina. Outros desviavam o olhar ante dantesca cena.

Os poucos que restavam, dentre eles Gregory e Mihael, fixavam o olhar para não perderem a queda do valoroso guerreiro.

Tomado pela fúria Tivadar esquecera momentaneamente todos os seus valores e dogmas pessoais. Era uma besta em fúria naquele momento, seus pecados não importavam, a vingança era a única coisa que o norteava.

Agora com a cabeça de seu inimigo em suas mãos, com o corpo banhado do sangue do rival. Tivadar olha para seus homens, seu povo e se lembra de sua família agora morta. Ele se sente só por algum tempo. Tempo o suficiente para soltar a cabeça do francês e sair com passos decididos daquele local.

Ao passar por seu oficial, Gregory, ouve a pergunta:

- Senhor o que fazemos agora?

Ele segue em frente e sem olhar para o soldado responde com a entonação que se fez ouvida por todos:

- Queimem tudo. Depois salgue o terreno que circunda esta casa. Nada mais irá nascer aqui.

Mihael que seguia Tivadar cruza olhares de satisfação com Gregory que abaixa a cabeça com um leve sorriso no canto da boca. Então Gergory grita aos homens:

- Ouviram nosso senhor. Queimem tudo e salguem as terras devemos tornar morta esta terra!

Frederico que saíra da sala ao final do combate olha para Tivadar e diz:

- Sir Willian, voltarei para casa em Berlin, assuntos do império exigem minha presença. Portanto deixarei sob seus cuidados a fortaleza porto de Acre. Espero que a mantenha firme até meu retorno.

Frederico II se despede do amigo, e parte com sua guarda pessoal mais metade de seu efetivo de soldados. A outra metade deveria seguir com Tivadar para Acre para manter a base dos Cruzados.

Tivadar então monta em seu cavalo, e com grande parte de seus homens segue retornando para Acre. Ao seu lado segue Mihael, líder dos Cavaleiros Teutônicos de Acre.

- Sir Willian, devemos retornar para Acre. Uma vez na cidade irei lhe explicar como é o funcionamento da cidade e depois deverei partir para minha cidade natal, a cinco anos estou aqui devo retornar para meu povo e meus familiares. Por isso Frederico disse que deixaria a cidade em sua responsabilidade. Mas não se preocupe irei ficar por um mês lhe ensinando tudo sobre a cidade.




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53 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Sex Jun 24, 2011 10:54 am

Giovanni

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-Sir Mihael, aprecio muito a sua ajuda, sei que será de grande valia para mim neste período de adaptação. Sei também que será um período difícil e que deveremos trabalhar duro para que Acre não sofra demasiadamente com essa crusada.

Tivadar tentava supervalorizar o trabalho afim de tentar se focar nisso. Quando estava sozinho, não conseguia desviar sua mente dos acontecimentos recentes. Imaginar que sua esposa e seu filho haviam sido mortos à mando de Phillip o fazia querer não tê-lo matado ainda, para que pudesse sempre lhe tirar um pedaço.

O vazio em Tivadar o endurecera, ele era agora um homem mais seco, mais ríspido. Porém, ainda não havia deixado de se preocupar com o bem estar daqueles que ele considerava estarem sob sua responsabilidade. Era quase como uma relação paternal com as pessoas que dependiam de sua segurança.

-Não temos mais nada para fazer aqui. Vamos logo embora para Acre. E que maldita seja essa terra pelo resto da existência deste mundo. - diz Tivadar com a profundeza de um abismo e toda a tristeza da solidão no olhar.


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54 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Sex Jun 24, 2011 12:06 pm

AlexBarros

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Tivadar seguia com Mihael para Acre, junto com as tropas que assim que terminaram de queimar e salgar as terras de Phillip se juntaram a eles. A viagem para Acre durou 20 dias, neste período Mihael explicava para Tivadar como fucionava a cidade.

Mihael explicou que a cidade era dividida em quatro (Sudoeste, Leste, Norte e o Forte) alas e dois portões de entrada na ala Leste e o outro na Ala Norte. No sudoeste da cidade estavam o porto e os principais comércios. Na ala Norte havia um portão de acesso por onde as principais caravanas comerciais vindas da europa por meio terrestre entravam na cidade (este foi o portão por onde Tivadar havia chegado).

Na ala Leste havia outro acesso a cidade mas esta era a região onde estavam mais concentradas as igrejas e as casas dos cidadãos. No extremo leste havia um leprosário, sendo essa uma região onde se poderiam encontrar muitos religiosos sobre tudo Franciscanos que viviam a tratar destes pobres coitados abandonados por deus.

E havia ainda a Fortaleza de Acre. De lá os cruzados guardavam seus suprimentos, seu líder vivia e onde se concentravam os nobres. Dentro da fortaleza estavam os chalés onde os principais membros viviam (era onde Tivadar vivia com sua família).

Mihael explicou que quando ele partisse de volta para a Romênia ele deixaria a fortaleza sob os cuidados de Tivadar. Por isso ele contou o maior segredo dos Cruzados. Toda a cidade era interligada por um interminável conjunto de túneis subterrâneos e que alguns membros, não todos, sabiam de sua existência e como Tivadar iria assumir o controle deveria saber da existência dos mesmos.

Ao chegarem em Acre, antes mesmo de Tivadar ir para sua casa ou para o cemitério Mihael o guiou até as Câmaras Inferiores onde mostrou ao cavaleiro as principais rotas dos subterrâneos.

Tivadar foi seguindo Mihael pelos túneis e acabara por não saber mais onde estava, tantas eram as passagens algumas destas secretas. Foi quando eles chegaram a um enorme salão, Mihael havia aberto a passagem de Tivadar entrara na frente enquanto Mihael fechava novamente a passagem.

O cheiro de sangue era forte naquele lugar. O salão era mau iluminado o que não permitia que se visse todo o ambiente. Apenas vultos eram vistos passando apressadamente de um lado para o outro.

- Mestre Tivadar? - alguém disse.

Tivadar ouviu seu nome verdadeiro, a voz era conhecida, mas estava abafada. O que não permitiu que ele reconhecesse de quem ela era. Ele assustado olhou para trás a procura de Mihael. Porém não o encontrou.

Seu coração começou a acelerar, pois seus olhos eram traídos pela maior movimentação ao seu redor. Ele tentava acompanhar as sombras e vultos com os olhos, porém a vertigem começou a dar sinais e ele parou.

As sombras pareciam estar cada vez mais próximas e a luz das tochas estavam emfraquecendo, o desespero começava a tomar conta então ele gritou:

- Mihael, onde você está!

Foi quando sentiu um toque em seu ombro direito e então ele virou a cabeça para o lado mostrando todo o seu pescoço à esquerda.

Então uma dor dilacerante tomou conta de seu corpo iniciada pelo pescoço que havia deixado desprotegido. Com a dor uma sensação o entorpecia, logo a dor foi passando e deixando no seu lugar a tranquilidade e um certo prazer bizarro começou a tomar conta.

Aos poucos a luz foi sumindo, e ele estava envolto nas trevas.

Tivadar não sabe quanto tempo ele esteve desacordado, mas ao abrir os olhos ele estava num quarto grande. Sua primeira ação foi tocar no pescoço, mas ele não doía.

Ele olhou envolta buscando um espelho para poder ver o ferimento, mas não encontrou nenhum na sala. Tentou se levantar mas sentia seu corpo duro ainda.

Foi quando que por um milagre ele viu pela porta ela entrando, tão linda quanto da primeira vez que a vira, Rosália, ela entrava pelo quarto com a leveza de uma dança, seus movimentos eram como de um anjo ao se aproximar dele.

- Meu querido, estão a sua espera no salão principal. Eu lhe ajudo a se levantar.

Então com a ajuda de Rosália, Tivadar se arrumara e descia ainda não entendendo ao certo o que acontecera com ele.

Quando chegou no salão estavam Mihael, Frei Domenico e Gregory o aguardando. Mas eles estavam estranhos, Rosália estava estranha.

Ele se sentiu diferente...

- Então meu filho acordou. - disse Domenico

Foi então que ele lembrou da dor, das últimas palavras antes de apagar.
"Beba, beba um pouco. E logo estará com seus iguais e com sua mulher."

Então ele sentiu o gosto férreo do sangue em sua boca e sugou frenéticamente até ser repelido por ele. Então ele lembrou do rosto era Mihael!



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55 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Seg Jun 27, 2011 8:24 am

Giovanni

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Tivadar tentava entender o que é que havia acontecido. Porque Mihael havia o levado para aquelas câmaras? O que havia o atingido no pescoço? O que Rosalia estava fazendo ali?

O gosto de sangue vem denovo à sua boca. Palavras trôpegas saem.

"O que aconteceu? Eu morri?"

Apesar de não se sentir mal de forma alguma, sua mente ainda se encontra em estado de choque, Tivadar não esperava ver Rosalia novamente, ainda mais numa situação como essa.


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56 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Seg Jun 27, 2011 8:58 am

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Mihael olha para Tivadar, mas antes que ele falasse algo, Frei Domenico se antecipa e diz:

- Diria que você renasceu Tivadar. Renasceu para a eternidade. Agora assim como aconteceu comigo e com Rosália. Estivemos próximos a morte mas hoje estamos melhores.

O frei olha nos olhos do neófito e quando continuaria Mihael corta:

- Tivadar, você nasceu com uma força imensa. Seu dom de inspirar as pessoas que estão ao seu lado é uma característica muito difícil de ser encontrada nas pessoas comuns. Por isso não poderia estar fadado ao fim. Pessoas como nós são especiais e por isso são eleitas para a guarda da raça humana. Então nos é dada a imortalidade, mas a imortalidade tem um preço alto. Não podemos mais ver a luz do sol, e para nos alimentar-mos devemos tomar sangue quente.

Mihael olha para o jovem. Afim de decifrar suas reações. Nota que o jovem tem as dúvidas comuns a transformação. Então resolve continuar:

- Muitos dizem que isto é uma maldição. Mas não é assim que deve ser vista. Nós fazemos aquilo que desde a origem dos tempos alguém fazia. Somos os que protegem a raça humana. Assim como um nobre, no verdadeiro significado da palavra, deve fazer com seus servos. Nós vampiros fazemos com os humanos. Nós cuidamos deles. Mantemos eles na linha a salvo dos perigos, perigos que eles conhecem e dos que eles não devem conhecer.

Ele mais uma vez olha para o neófito.

- Existe muito mais do que os homens suspeitam meu jovem aprendiz. Lá fora existem outros como nós que não vêem os mortais como devem ser vistos, ou seja, como crianças assustadas. Mas sim como um rebanho a ser arrebatado em toda a sua extensão. Eles não pensam em poupar os mortais mas sim em destruir-lhes a sanidade, a vida. Nosso propósito é mantê-los longe destas criaturas. E de outras que com o tempo irá ter o conhecimento. Muitas das vezes até mesmo deles mesmo devemos os proteger.


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57 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Seg Jun 27, 2011 9:42 am

Giovanni

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Devemos protegê-los então? E em troca nos alimentamos deles?

Tivadar parece pensar por um tempo, mas logo decide que é um acordo justo.

E eles realmente precisam dessa proteção? A igreja e nós, os cavaleiros, não deveriamos dar essa proteção?

E Mihael, você referiu-se a eles como 'mortais', quer dizer que somos imortais em relação a eles? Que vantagens isso pode trazer? Ver todos os meus amados morrerem e apodrecerem enquanto eu sequer envelheço...


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58 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Seg Jun 27, 2011 11:12 am

AlexBarros

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As perguntas de Tivadar deixaram Mihael surpreso:

- Bem meu jovem respondendo as suas perguntas. Como lhe disse existem coisas que você com o passar dos anos irá conhecer que são muito mais poderosas que os mortais. Então devemos sim protegê-los. Algumas destas criaturas estão nas lendas, no conhecimento popular... e muitos dos eruditos e filósofos não acreditam nessas criaturas. E devem continuar no total desconhecimento.

Ele para com o olhar reflexivo por um instante e continua:

- As vantagens da imortalidade... Bem meu jovem, ver seus amados morrerem realmente é uma grande dor, mas acompanhar como a sua linhagem evolui em segurança é uma dádiva. Aqueles que amamos podem deixar frutos na terra como filhos. E qual a maior felicidade para um pai que não seja ver seu filho crescer e lhe dar netos. Neste caso a vida mortal em muitos casos não permitiria que você visse seus netos lhe dar bisnetos e assim por diante. Mas com a imortalidade você poderá ver em seus descendentes os traços da pessoa amada.

Ele faz uma pausa, olha para Rosália e de novo para Tivadar.

- No seu caso jovem aprendiz, sua amada viverá para sempre ao seu lado. Essa foi a escolha dela. Quando estava próxima a morte ela teve a escolha de seguir ao seu lado eternamente ou morrer. Ela escolheu viver o amor eterno ao seu lado. É um caminho difícil de ser trilhado mas ela assim o escolheu. Mesmo sabendo que não mais poderão ter filhos desta união.

Ele acena para Gregory que estava no canto da sala e Gregory sai por alguns minutos. E retorna com um jovem cavalariço que trabalhava para Tivadar.

Tivadar com seus sentidos aguçados sente o cheiro do sangue do jovem, o calor de seu corpo e ouve nitidamente o som de seu coração batendo, fazendo o sangue percorrer pelo corpo. Essas sensações o fazem ter um desejo similar a fome que ele conhecia, mas era mais forte que isso.

Mihael se aproxima do jovem e com um dedal faz um corte leve no pescoço do jovem. O cheiro de sangue faz com que Tivadar mostre suas presas instintivamente e caminhe na direção do jovem.

Mihael se põe entre o jovem e seu pupilo e diz a Tivadar:

- Não o mate, escute os batimentos do coração do jovem, quando estiverem lentos pare. Não deve matá-lo deve sempre ter alguns mortais de confiança para que se alimente. Matá-los significa ter de caçar e ter de caçar significa se expor. Não devemos expor nossa essência para os mortais eles devem manter-se na ignorância de nossa existência. Agora alimente-se. Depois disso deverei te explicar algumas coisas sobre nós e nossa sociedade.


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59 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Seg Jun 27, 2011 7:19 pm

Giovanni

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Não matá-lo? Ok. - murmura Tivadar enquanto se aproxima do pescoço do jovem rapaz.

Com um movimento rápido, Tivadar se apodera do pescoço já cortado e apenas suga o sangue que já começava a escorrer, forçando um pouco mais de sangue para fora.

Um sentimento fora do comum toma conta do cérebro de Tivadar, seu lado mais animalesco o faz grudar no pescoço do rapaz e não querer soltar mais. Algum tempo depois, Tivadar, em luta com seu lado bestial, para de sugar o jovem rapaz. Um sentimento de satisfação e poder toma conta de Tivadar.

Ele olha para Mihael, que o encara com um olhar de aprovação. Olha para Rosalia, que já estava acostumada com a alimentação. E para o Frei. Por um momento Tivadar pensa que o que está fazendo é de alguma forma errado, todos os ensinamentos do Frei e tudo o que a igreja diz havia sido contrariado.

Tivadar então volta o olhar para Mihael e lembra de suas palavras, lhe dizendo que eles deveriam proteger esses mortais. E se lembra de que nada nesse mundo é feito sem um pagamento. Nada mais justo.

A sensação de bem-estar ainda dominava o corpo de Tivadar quando ele anda em direção aos conhecidos, sem dizer palavra alguma, apenas buscando a aprovação deles.


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60 Re: Tivadar Haugen - O Cruzado em Ter Jun 28, 2011 10:08 am

AlexBarros

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Rosalia, que até o momento desejava se aproximar do amado, olha para Mihael como quem espera pela liberação para se aproximar de Tivadar. Mihael por sua vez acena positivamente para ela. Então ela se aproxima de Tivadar.

- Meu amor... - diz enquanto abraça Tivadar, um abraço cheio de ternura.

Tivadar sente no abraço de Rosalia uma ternura e uma devoção muito maiores que jamais sentira. Ele sabia que ela o amava, mas agora esse sentimento parece ter sido ampliado exponencialmente.

Com seu coração preenchido deste sentimento ele retribui o abraço e pousa sua cabeça no ombro da mulher amada. Então lágrimas rubras escorrem pelos olhos do casal amaldiçoado.

- Rosalia, proteja Tivadar e explique para ele como são as divisões de famílias e coalizões. Amanhã virei buscá-los para apresentar Tivadar ao Príncipe. Vocês merecem um tempo juntos a sós. Então até amanhã.

Dizendo estas palavras Mihael sai da casa de Tivadar acompanhado por Gregory e Frei Domenico que antes de se retirar olha uma última vez para os amigos de outra vida com um sorriso no rosto.

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Na noite seguinte logo às primeiras horas da noite, Mihael vestido formalmente com uma túnica em estilo romano calçado com sandálias de couro, uma capa vermelha cobria-lhe o corpo. Mihael parecia ter saído das telas que retratavam o antigo Império Romano.

Tivadar também se vestira para a apresentação. Vestia uma túnica nobre na cor verde musgo com detalhes em outro, sobre um calção solto que chegava na altura do joelho preto, com uma proteção para a perna na cor verde. Calçava poulaines com um grande bico longas de couro tingido de preto. Por sobre o traje pendia uma capa vermelha aveludada com o interior em preto, um capuz preto completava o traje.

Rosalia já saíra quando Tivadar despertara. Então acompanhando Mihael, que lhe explicara que pelos costumes todos os vampiros mais antigos da cidade já deveriam estar no local onde ele seria apresentado.

Mihael e Tivadar então seguem pela fortaleza indo para os caminhos subterrâneos e seguem por algumas passagens comuns e secretas até chegarem num salão bem iluminado. O piso era de mármore onde se intercalavam o branco e o negro. As paredes seguiam a arquitetura romana, pilastras altas brancas sustentavam arcos que cruzavam todo o salão. Próximo as pilastras muitas estátuas de deuses, ninfas, heróis decoravam o salão. Contrastando um pouco com o ambiente seis poltronas acolchoadas eram distribuídas formando um semi-círculo.

No centro deste semi-círculo um trono, colocado num nível mais elevado, feito numa madeira negra com detalhes esculpidos na madeira e com o forro em vermelho, a cada lado mais abaixo duas poltronas que pareciam com trono porém em tamanho bem reduzido.

Nas laterais três bancos de cada lado perfilados, similares aos das igrejas, eram dispostos numa posição onde os três principais acentos pudessem ser vistos e os mesmos pudessem ver a todos que ali estivessem sentados.

Entre os acentos que desenhavam o semi círculo havia uma passagem larga que dava acesso normalmente a uma tribuna. Mas que desta vez estava deslocada para um canto.

As potronas que costumeiramente ficam todas voltadas para o trono desta vez se encontravam viradas para a porta de entrada. Estavam ocupadas por pessoas vestidas com trajes similares ao que Mihael usava quase em sua totalidade apenas com a cadeira mais próxima a passagem a direita vaga. Nas poltronas próximas ao trono apenas uma, a da esquerda, estava ocupada por um homem que se vestia com o traje de cardeal. Os bancos laterais estavam cheios e sentada num dos bancos a frente ao lado direito estavam acomodados Rosália, Frei Domenico e Gregory.


Sentado no trono um homem com feições venezianas vestido como César, se ajeitava no trono ao reparar a aproximação de Mihael e Tivadar.

Mihael faz um sinal para que Tivadar ficasse parado e adentra no semi-círulo. Faz uma longa reverência para o homem sentado no trono seguindo de uma breve para o cardeal. E se põe a falar:

- Meu príncipe, venho a sua presença e a de toda a sociedade apresentar minha prole. Aquele que será responsável por seguir o meu legado assim que não mais estiver na cidade de Acre. Este é Tivadar Haugen, também conhecido como Willian Mac'Alister. O Príncipe da Gália. - Ao dizer isso ele aponta para Tivadar.

Todos na sala, exceto os que conhecem Tivadar ou os que estavam nas posições de prestígio, demonstram um certo espanto perante a revelação.

O Príncipe olha para Tivadar, que com um aceno de Mihael se aproxima e repete os mesmos gestos que seu mentor fizera.

- Tivadar Haugen... interessante... - balbucia o Príncipe

- Tivadar este é o Príncipe Roberto de Bragança. Ele é o líder de nossa sociedade na cidade de Acre. A sua direita está o Arcebispo Mateus de Compostela, responsável pelo código de conduta de nossos membros. Nas poltronas que estão a nossa frente estão os patriarcas das famílias de Acre. Eles são os conselheiros do Príncipe. Os demais são os membros que residem em nossa cidade. - apresenta Mihael a Tivadar.

O local vago no conselho Tivadar sabia que era a posição de Mihael. Bem como ele já havia explicado que estavam vagos dois cargos na cidade o de Xerife (que ele chavama de Protetore) e o cargo de Magistrado.

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Isso aconteceu no dia 1º de Janeiro de 1220, enfim fui apresentado para a sociedade vampírica de Porto Acre. Assim começou meu Requiém.
Tivadar Haugen


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